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Economistas revisam para baixo a previsão do PIB no Boletim Focus

Economistas ajustam previsão do PIB brasileiro para 2023 em meio a tarifas dos EUA, impactando também projeções para 2026 e 2027

Economistas reduzem previsão para PIB e inflação neste ano (Foto: Nelson Almeida/AFP)
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  • Economistas revisaram a previsão do PIB brasileiro para 2023, reduzindo-a de 2,23% para 2,21%.
  • A alteração ocorreu após a imposição de uma tarifa de 50% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que começou a valer em 6 de agosto.
  • Esta é a primeira queda na previsão desde junho, quando o PIB foi ajustado de 2,14% para 2,13%.
  • As expectativas para o PIB de 2026 e 2027 também foram diminuídas, passando de 1,88% para 1,87% e de 1,95% para 1,93%, respectivamente.
  • A inflação foi ajustada pela 11ª semana consecutiva, caindo de 5,07% para 5,05%, ainda acima do teto da meta de 3%.

Os economistas revisaram pela primeira vez a previsão do PIB brasileiro para 2023, reduzindo-a de 2,23% para 2,21%. Essa alteração ocorre após a imposição de uma tarifa de 50% pelos EUA sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira, dia 6. O boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, dia 11, reflete essa nova expectativa.

Desde junho, a previsão do PIB vinha em alta, mas agora, essa é a primeira queda desde uma redução anterior em 2 de junho. Naquela ocasião, a expectativa foi ajustada de 2,14% para 2,13%. Após esse período, a projeção subiu quatro vezes consecutivas, estabilizando-se em 2,23% desde 7 de julho.

Revisões Futuras

Além da previsão para 2023, os analistas também diminuíram as expectativas para o PIB de 2026 e 2027, passando de 1,88% para 1,87% e de 1,95% para 1,93%, respectivamente. A inflação, por sua vez, foi ajustada pela 11ª semana consecutiva, caindo de 5,07% para 5,05%, ainda acima do teto da meta de 3%, com uma variação permitida de 1,5 ponto percentual.

As projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o próximo ano também foram revisadas, de 4,43% para 4,41%. As expectativas para a taxa Selic e o dólar permaneceram inalteradas, fixadas em 15% e R$ 5,60, respectivamente.

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