- Uma pesquisa do Bank of America revelou que 91% dos gestores de fundos consideram as ações dos Estados Unidos supervalorizadas, a maior taxa desde 2001.
- Apesar disso, o sentimento dos investidores melhorou, com a alocação em ações globais alcançando o maior nível desde fevereiro.
- Cerca de 16% dos gestores estão subponderados em ações americanas, embora a confiança no mercado tenha aumentado.
- O estrategista Michael Hartnett destacou que a percepção de um “pouso forçado” da economia é a menor desde janeiro, refletindo um leve otimismo.
- Fundos de hedge venderam US$ 1 bilhão em ações dos EUA, enquanto investidores de longo prazo compraram US$ 4 bilhões, conforme dados do Goldman Sachs.
Uma pesquisa recente do Bank of America revelou que 91% dos gestores de fundos acreditam que as ações dos EUA estão supervalorizadas, a maior proporção desde 2001. Apesar disso, o sentimento geral dos investidores melhorou, com a alocação em ações globais atingindo o nível mais alto desde fevereiro.
Os dados mostram que, embora a confiança tenha aumentado, 16% dos gestores ainda estão subponderados em ações americanas. O estrategista do Bank of America, Michael Hartnett, destacou que a percepção de um “pouso forçado” da economia é a menor desde janeiro, refletindo uma leve recuperação no otimismo do mercado.
As ações dos EUA têm se valorizado, impulsionadas por resultados corporativos melhores do que o esperado e pela expectativa de que o Federal Reserve possa reduzir as taxas de juros em resposta a um crescimento econômico mais lento. Essa situação levou analistas, incluindo os do Citigroup, a se tornarem mais otimistas em relação ao S&P 500 para o segundo semestre.
Preocupações com a Volatilidade
Apesar do otimismo, Hartnett alertou que a alta das ações pode estar criando uma bolha, especialmente com a possibilidade de flexibilização da política monetária e da regulamentação financeira. A pesquisa também indicou que os níveis de caixa dos investidores permanecem em 3,9%, um sinal que pode indicar uma venda iminente de ações.
Na última semana, fundos de hedge venderam US$ 1 bilhão em ações dos EUA, enquanto investidores de longo prazo compraram US$ 4 bilhões, conforme dados do Goldman Sachs. O foco permanece no Federal Reserve, que enfrenta pressão do presidente Donald Trump por taxas de juros mais baixas.
Cerca de 54% dos gestores entrevistados acreditam que o próximo presidente dos EUA pode recorrer à flexibilização quantitativa para aliviar a dívida do país. A pesquisa foi realizada entre 31 de julho e 7 de agosto e incluiu 169 gestores com US$ 413 bilhões em ativos.
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