- Os mercados financeiros estão atentos a indicadores econômicos e balanços corporativos, com foco na inflação da China e no protecionismo dos Estados Unidos.
- O governo brasileiro planeja um plano de contingência contra tarifas dos EUA, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reunindo com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, para discutir a exclusão de café e carnes das tarifas.
- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, fará uma palestra em São Paulo e se reunirá com grandes bancos antes da divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho, que deve mostrar aceleração da inflação.
- As bolsas asiáticas fecharam em alta, com o S&P/ASX 200 da Austrália subindo 0,43% e o Shanghai Composite da China avançando 0,34%.
- Na Europa, as bolsas operam em direções mistas, enquanto os futuros nos Estados Unidos mostram cautela, com o Dow Jones subindo 0,22% e o S&P 500 ganhando 0,07%.
Os mercados financeiros iniciam a semana atentos a uma agenda repleta de indicadores econômicos e balanços corporativos. A inflação na China, que se manteve estável, levanta preocupações sobre a recuperação da segunda maior economia do mundo. A pressão do protecionismo dos Estados Unidos sobre produtos chineses também é um fator crítico, com a trégua tarifária entre Pequim e Washington prestes a expirar nesta terça-feira, sem confirmação de prorrogação.
No Brasil, o governo se prepara para lançar um plano de contingência contra as tarifas impostas por Donald Trump. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reunirá com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na quarta-feira, buscando excluir café e carnes da lista de produtos afetados. A temporada de balanços continua intensa, com resultados de empresas como Direcional, Itaúsa e Natura programados para serem divulgados após o fechamento do pregão.
Expectativas do Banco Central
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, fará uma palestra na Associação Comercial de São Paulo às 10h30, um dia antes da divulgação do IPCA de julho, que deve indicar uma aceleração da inflação. Às 18h, Galípolo se reunirá com a Febraban e grandes bancos para discutir a situação econômica. A agenda local inclui a prévia do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) da FGV e o Relatório Focus do Banco Central.
As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta segunda-feira, 11, em sua maioria em alta. O S&P/ASX 200 da Austrália subiu 0,43%, enquanto o Shanghai Composite da China avançou 0,34%. O Hang Seng, de Hong Kong, também teve um desempenho positivo, impulsionado pelo IPO da Ab&B Bio-Tech. Em contraste, o Kospi da Coreia do Sul registrou uma leve queda de 0,10%.
Movimentações nas Bolsas
Na Europa, as bolsas operavam sem direção única, com o DAX de Frankfurt caindo 0,48% e o CAC 40 de Paris recuando 0,46%. O FTSE 100 de Londres, por outro lado, subia 0,22%. Nos Estados Unidos, os futuros mostravam cautela, com o Dow Jones subindo 0,22% e o S&P 500 ganhando 0,07%. A expectativa é de que os próximos dias tragam mais volatilidade nos mercados, à medida que novos dados econômicos forem divulgados.
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