- O governo do Nepal isentará 97 montanhas do pagamento de taxas de escalada por dois anos.
- A medida visa impulsionar o turismo em áreas remotas, especialmente nas províncias de Karnali e Sudurpaschim.
- As taxas para escalar o Everest aumentarão para $15 mil a partir de setembro, a primeira elevação em quase uma década.
- Apenas 68 escaladores tentaram essas montanhas nos últimos dois anos, em contraste com 421 permissões para o Everest em 2024.
- O governo planeja exigir que alpinistas tenham escalado montanhas acima de 7.000 metros no Nepal antes de tentarem o Everest.
Nepal anunciou que 97 montanhas do Himalaia estarão isentas de taxas de escalada por dois anos. A medida visa estimular o turismo em regiões remotas, enquanto as taxas para escalar o Everest, a montanha mais alta do mundo, aumentarão para 15 mil dólares a partir de setembro, a primeira elevação em quase uma década.
O departamento de turismo do Nepal espera que a isenção de taxas ajude a revelar destinos turísticos inexplorados. As montanhas beneficiadas estão nas províncias de Karnali e Sudurpaschim, que possuem altitudes entre 5.970 m e 7.132 m e são algumas das áreas mais pobres do país. Himal Gautam, diretor do departamento, destacou que a iniciativa pode gerar empregos e fortalecer a economia local.
Apesar da beleza das montanhas, o interesse dos alpinistas por essas regiões tem sido baixo, com apenas 68 escaladores nos últimos dois anos. Em contraste, 421 permissões foram emitidas para o Everest em 2024. O aumento das taxas de escalada no Everest ocorre em meio a preocupações com a superlotação e questões ambientais. Em abril de 2024, o Supremo Tribunal do Nepal ordenou a limitação do número de permissões para o Everest, enfatizando a necessidade de respeitar a capacidade das montanhas.
Além disso, o governo está considerando uma nova legislação que exigirá que os alpinistas tenham previamente escalado uma montanha acima de 7.000 m no Nepal antes de tentarem o Everest. Isso torna as montanhas de Karnali e Sudurpaschim locais ideais para treinamento. A expectativa é que a nova política não apenas atraia mais turistas, mas também melhore a infraestrutura e a conectividade nessas áreas remotas.
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