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Bayer destina US$ 1,3 bilhão a startup para expandir tratamentos contra o câncer

Bayer investe até US$ 1,3 bilhão em pesquisa contra câncer e tenta reverter crise financeira após aquisição da Monsanto.

Farmacêutica alemã aposta em nova geração de medicamentos em meio à concorrência de genéricos e produtos mais baratos (Foto: Geert Vanden Wijngaert)
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  • A Bayer anunciou um investimento de até US$ 1,3 bilhão na Kumquat Biosciences para desenvolver um novo medicamento contra câncer, focando em mutações do gene KRAS.
  • O investimento visa revitalizar a divisão farmacêutica da Bayer, que enfrenta dificuldades financeiras desde a aquisição da Monsanto em 2018.
  • O novo medicamento está em estágio inicial e será destinado ao tratamento de cânceres como os de pâncreas, colorretal e de pulmão.
  • A Kumquat Biosciences, com sede em San Diego, será responsável pelos estudos clínicos iniciais e poderá negociar um acordo de compartilhamento de lucros e perdas nos Estados Unidos.
  • Apesar de um aumento de 33% nas ações da Bayer em 2023, a empresa ainda enfrenta alto endividamento e litígios relacionados a produtos adquiridos.

A Bayer anunciou um investimento de até US$ 1,3 bilhão na Kumquat Biosciences para desenvolver um novo medicamento contra o câncer, focando em mutações do gene KRAS. O objetivo é revitalizar sua divisão farmacêutica, que enfrenta desafios financeiros desde a aquisição da Monsanto em 2018, quando suas ações perderam mais da metade do valor.

O investimento será direcionado ao desenvolvimento de um medicamento em estágio inicial para tratar diversos tipos de câncer, como os de pâncreas, colorretal e de pulmão. A Kumquat, com sede em San Diego, será responsável pelos estudos clínicos iniciais e poderá negociar um acordo de compartilhamento de lucros e perdas nos Estados Unidos.

A Bayer tem buscado reabastecer seu portfólio de medicamentos, especialmente após a concorrência crescente enfrentada por seus produtos mais vendidos, como o anticoagulante Xarelto e o medicamento oftalmológico Eylea. A empresa também aposta em novos tratamentos, como o Kerendia e o Nubeqa, para evitar uma queda nas receitas da divisão farmacêutica.

Apesar de um aumento de 33% nas ações da Bayer neste ano, a empresa ainda lida com um alto endividamento decorrente da aquisição da Monsanto, que custou US$ 63 bilhões. O CEO Bill Anderson busca reverter a situação da empresa, que enfrenta litígios em massa nos Estados Unidos relacionados a produtos adquiridos.

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