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Bolsa brasileira enfrenta impacto do tarifaço e da situação de Magnitsky

Gestores reduzem expectativas sobre o Ibovespa devido a tensões comerciais com os Estados Unidos e incertezas econômicas globais

Apenas 45% dos gestores veem Ibovespa acima de 140 mil pontos até o fim do ano, contra 83% no mês passado, aponta o BofA (Foto: Reprodução/Exame)
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  • O otimismo com a Bolsa brasileira caiu devido ao aumento das tensões comerciais entre Estados Unidos e Brasil.
  • Apenas 45% dos gestores acreditam que o Ibovespa superará os 140 mil pontos até o fim do ano, uma queda em relação aos 83% do mês anterior.
  • As incertezas no mercado foram impulsionadas pelo tarifaço de Donald Trump, apesar da isenção de alguns itens das taxas adicionais de 40%.
  • A percepção de que o Brasil terá desempenho superior ao México também diminuiu, com apenas 35% dos gestores acreditando nisso, em comparação aos 77% do mês anterior.
  • O levantamento indica um apetite reduzido para risco, com o caixa das carteiras em 6,2%, acima da média histórica de 5,4%.

O otimismo com a Bolsa brasileira sofreu um revés significativo devido ao aumento das tensões comerciais entre Estados Unidos e Brasil. A pesquisa mensal do Bank of America Merrill Lynch (BofA) revelou que apenas 45% dos gestores acreditam que o Ibovespa superará os 140 mil pontos até o fim do ano, uma queda drástica em relação aos 83% registrados no mês anterior.

A escalada das tensões, impulsionada pelo tarifaço de Donald Trump, gerou incertezas no mercado. Mesmo com a isenção de alguns itens das taxas adicionais de 40%, o clima de insegurança permanece. Os gestores apontam o ruído tarifário como o principal risco externo, ao lado de uma possível desaceleração da economia americana. Em julho, o foco estava na força do dólar e nas taxas de juros nos EUA.

Expectativas em Queda

A percepção de que o Brasil terá um desempenho superior ao México também diminuiu. Apenas 35% dos entrevistados acreditam nessa possibilidade nos próximos seis meses, uma queda significativa em relação aos 77% do mês anterior. Além disso, as expectativas de aumento de posições antes das eleições presidenciais se retraíram, com apenas 22% dos gestores prevendo movimentações no quarto trimestre, comparado a 57% na pesquisa anterior.

O levantamento do BofA também indica um apetite reduzido para risco, com o caixa das carteiras permanecendo elevado em 6,2%, acima da média histórica de 5,4%. A rotação das estratégias de investimento tem se concentrado em ações de valor e qualidade, enquanto o setor de consumo discricionário se tornou o mais subalocado.

Futuro Incerto

Quanto ao futuro, a pesquisa mostra um empate técnico: metade dos consultados acredita que os atritos tarifários com os Estados Unidos vão diminuir, enquanto a outra metade não tem certeza ou acredita que as tensões podem aumentar. A situação atual reflete um cenário de cautela entre os investidores, que buscam estratégias mais conservadoras em meio à volatilidade do mercado.

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