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Café brasileiro tem queda de 28% nas exportações em julho antes de tarifas dos EUA

Exportações de café verde do Brasil caem drasticamente, enquanto receita atinge recorde em meio a tarifas dos EUA que se aproximam

Café exportado do Brasil é vendido em supermercado de Nova York (Foto: Adam Gray - 15.jul.2025/Reuters)
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  • As exportações de café verde do Brasil caíram 28,1% em julho de 2025, totalizando 2,45 milhões de sacas de 60 kg.
  • A redução é atribuída a estoques baixos e à iminência de tarifas de importação de 50% dos Estados Unidos.
  • O Brasil enviou 1,98 milhão de sacas de grãos arábica, uma queda de 20,6%, e as exportações de cafés canéforas caíram quase 49%, somando cerca de 461 mil sacas.
  • Apesar da queda nas quantidades, a receita cambial atingiu um recorde de US$ 1,03 bilhão, um aumento de 10,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
  • Até julho de 2025, os Estados Unidos foram o maior comprador do café brasileiro, com 3,71 milhões de sacas importadas, representando 16,8% dos embarques totais.

A exportação de café verde do Brasil registrou uma queda de 28,1% em julho de 2025, totalizando 2,45 milhões de sacas de 60 kg. O recuo é atribuído a estoques reduzidos e à iminência de tarifas de importação de 50% impostas pelos Estados Unidos, principal mercado consumidor do produto. Os dados foram divulgados pelo Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) nesta terça-feira, 12.

No mês passado, o Brasil enviou 1,98 milhão de sacas de grãos arábica, uma diminuição de 20,6% em relação ao ano anterior. As exportações de cafés canéforas (robusta/conilon) caíram quase 49%, somando cerca de 461 mil sacas. Apesar da queda nas quantidades, a receita cambial alcançou um recorde para o mês, com US$ 1,03 bilhão (R$ 5,55 bilhões), um aumento de 10,4% em comparação com julho de 2024.

Impacto das Tarifas

As tarifas de importação dos EUA começaram a vigorar em 6 de agosto, mas não impactaram as exportações de julho, já que os embarques realizados até essa data estão isentos até 6 de outubro. O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, destacou que as indústrias norte-americanas estão aguardando soluções para a questão tarifária, enquanto os exportadores brasileiros enfrentam pedidos de adiamento de embarques.

Ferreira alertou que a prorrogação dos negócios pode gerar custos adicionais, como juros e taxas altas, prejudicando o setor. A Associação Nacional do Café dos EUA não se manifestou sobre o assunto em um comunicado à Reuters.

Acumulado do Ano

No acumulado de 2025, os Estados Unidos continuam sendo o maior comprador do café brasileiro, com 3,71 milhões de sacas importadas até julho, representando 16,8% dos embarques totais. Embora esse volume tenha caído 17,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, ainda é superior aos 16% registrados no ano passado. No total, as exportações de café do Brasil caíram 21,4% em comparação com 2024, totalizando 22,15 milhões de sacas.

A receita cambial acumulada nos primeiros sete meses do ano cresceu 36%, atingindo US$ 8,55 bilhões, impulsionada por preços mais altos. O Cecafé continua buscando isenções para os cafés brasileiros das tarifas, argumentando que o produto não é cultivado em escala nos EUA.

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