- Analistas do Citi mantiveram a recomendação neutra para as ações da Petrobras, com preço-alvo de R$ 35 (ou US$ 12,50 para os ADRs).
- Apesar do anúncio de dividendos resilientes, a empresa pode não ser a melhor opção para quem busca se beneficiar de uma tese de trade eleitoral.
- A previsão de lucro líquido foi revisada para US$ 16,559 bilhões em 2025 e US$ 14,469 bilhões em 2026, com aumento nos desembolsos de capex (capital expenditure) como fator negativo.
- A Petrobras reportou lucro líquido de R$ 26,65 bilhões no segundo trimestre, revertendo prejuízo de R$ 2,6 bilhões no mesmo período do ano anterior, impulsionado por aumento na produção.
- A Vista Capital adotou posição vendida nas ações da Petrobras, citando deterioração na governança e falta de margem de segurança, alertando sobre possíveis cortes de dividendos se os preços do petróleo caírem.
Analistas do Citi mantiveram a recomendação neutra para as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) em relatório divulgado nesta quarta-feira. O preço-alvo foi fixado em R$ 35 (ou US$ 12,50 para os ADRs). Apesar de considerarem a empresa uma opção atrativa devido ao anúncio resiliente de dividendos, os analistas apontaram que a Petrobras pode não ser a melhor escolha para quem busca se beneficiar de uma possível tese de trade eleitoral.
A equipe liderada por Gabriel Barra destacou que a melhora na produção da Petrobras pode compensar a tendência de queda nos preços do petróleo. No entanto, a previsão de aumento nos desembolsos de capex para 2025 é vista como um fator negativo. As estimativas de lucro líquido foram revisadas para US$ 16,559 bilhões em 2025 e US$ 14,469 bilhões em 2026, reduzindo as expectativas anteriores.
Desempenho Financeiro
Recentemente, a Petrobras reportou um lucro líquido de R$ 26,65 bilhões no segundo trimestre, revertendo um prejuízo de R$ 2,6 bilhões no mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado por um aumento na produção, mas também refletiu a queda no preço do petróleo Brent. A empresa anunciou o pagamento de R$ 8,66 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, além de incluir a distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP) em seu plano estratégico.
Posição da Vista Capital
A Vista Capital, por sua vez, adotou uma posição vendida nas ações da Petrobras, após quase seis anos de investimentos na empresa. Em sua carta de julho, a gestora apontou a deterioração na governança e a falta de margem de segurança como razões para a mudança. A análise indicou que, com o petróleo a R$ 385/barril, a geração de caixa operacional foi de R$ 42,5 bilhões, mas os desembolsos consumiram R$ 38,1 bilhões, resultando em uma geração líquida de caixa de apenas 1% no trimestre.
A Vista Capital alertou que, com o preço do petróleo em torno de US$ 70/barril, a geração de caixa livre da Petrobras já é mínima. Se os preços caírem ainda mais, a empresa poderá ser forçada a cortar dividendos e reduzir investimentos, reabrindo discussões sobre sua solvência. As ações da Petrobras apresentaram quedas de cerca de 11% e 12% no ano, com as preferenciais cotadas a R$ 30,57 e as ordinárias a R$ 32,90 na B3.
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