- A Moura Dubeux (MDNE3) registrou um lucro líquido de R$ 120 milhões no segundo trimestre de 2025, um aumento de 60,6% em relação ao ano anterior.
- A receita líquida da empresa alcançou R$ 665 milhões, crescendo 69,6% em comparação ao segundo trimestre de 2024.
- No primeiro semestre de 2025, a receita totalizou R$ 1,1 bilhão, com um crescimento de 57,6%.
- A incorporadora lançou R$ 1,9 bilhão em novos empreendimentos, quase triplicando os investimentos em relação ao ano passado.
- A dívida líquida representa apenas 10,7% do patrimônio líquido, com a empresa mantendo uma política de baixo endividamento.
A Moura Dubeux (MDNE3) reportou um lucro líquido recorde de R$ 120 milhões no segundo trimestre de 2025, representando um crescimento de 60,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A incorporadora, focada no Nordeste, lançou R$ 1,9 bilhão em novos empreendimentos, quase triplicando os investimentos em comparação ao ano passado.
A receita líquida da empresa alcançou R$ 665 milhões, um aumento de 69,6% em relação ao segundo trimestre de 2024. No acumulado do primeiro semestre, a receita totalizou R$ 1,1 bilhão, um crescimento de 57,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O CEO, Diego Villar, destacou que os resultados confirmam um novo patamar de lucratividade, com a companhia mais próxima da meta de R$ 400 milhões de lucro.
Estratégia de Negócios
A Moura Dubeux adota um modelo de negócios que evita a dependência de financiamentos bancários. Em vez disso, a empresa é contratada por grupos de clientes que desejam desenvolver empreendimentos, permitindo que as obras se autofinanciem. Essa abordagem tem se mostrado eficaz, especialmente em um cenário econômico desafiador.
A alavancagem da companhia permanece baixa, com a dívida líquida representando apenas 10,7% do patrimônio líquido. Villar afirmou que a empresa não pretende crescer por meio de dívidas, estabelecendo um limite para a dívida líquida não ultrapassar 20% do patrimônio após o pagamento de dividendos.
Desempenho e Perspectivas
Os lançamentos da Moura Dubeux no segundo trimestre totalizaram R$ 1,9 bilhão, um aumento de 192% em relação ao ano anterior. As vendas líquidas também mostraram um desempenho robusto, totalizando R$ 1,2 bilhão, um crescimento de 143%. O VSO (velocidade de vendas sobre a oferta) atingiu 49%, evidenciando a forte absorção de projetos.
Analistas destacam a resiliência da empresa e seu potencial de crescimento, especialmente na faixa 4 do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Apesar da valorização das ações, o Itaú BBA projeta um preço-alvo de R$ 31 para os papéis até o final de 2026, indicando um potencial de alta de 33%.
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