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Kapitalo e Vinland preveem queda na taxa de juros com inflação controlada no Brasil

Gestoras de fundos multimercado ajustam estratégias para aproveitar possíveis cortes na Selic, com foco em ativos locais e moedas emergentes

Av. Faria Lima, em São Paulo: depois que a inflação de julho ficou abaixo de todas as estimativas, os operadores do mercado passaram a atribuir chances maiores de corte da Selic já em dezembro. (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg)
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  • Gestoras de fundos multimercado, como Kapitalo e Vinland, aumentam apostas na queda da Selic, com cortes esperados já em dezembro.
  • A expectativa é impulsionada pela desaceleração da inflação em julho, que ficou abaixo das previsões.
  • A Kapitalo, com R$ 22,5 bilhões em ativos sob gestão, e a Vinland focam em juros futuros de curto prazo.
  • O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostrou uma desaceleração em julho, com a média dos núcleos de inflação caindo para 0,27%.
  • Os fundos multimercado apresentaram ganho de 8,8% no ano, superando a taxa CDI de 8,2%.

As gestoras de fundos multimercado no Brasil, como Kapitalo e Vinland, estão aumentando suas apostas na queda da Selic, impulsionadas pela desaceleração da inflação. A expectativa é que o Banco Central inicie cortes já em dezembro, após a inflação de julho ter ficado abaixo das previsões.

A Kapitalo, com R$ 22,5 bilhões em ativos sob gestão, e a Vinland estão focadas em juros futuros de curto prazo, que refletem melhor as expectativas do mercado. Mauricio Ferraz, gestor de renda fixa da Kínitro Capital, destaca que a melhora na inflação, especialmente em bens industriais e alimentos, pode acelerar a decisão do Banco Central.

Os operadores do mercado estão mais otimistas após o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostrar uma desaceleração em julho, com a média dos cinco núcleos de inflação caindo para 0,27%. Embora muitos apostem em cortes já em dezembro, a curva de juros ainda indica que a redução pode começar apenas em janeiro.

Desempenho dos Fundos

Os fundos multimercado têm se destacado, apresentando um ganho de 8,8% no acumulado do ano, superando a taxa CDI de 8,2%. Fabiano Cintra, da XP, observa que muitos gestores acertaram suas previsões ao considerar a trajetória de juros nos Estados Unidos e seus impactos no Brasil.

A equipe de macroestratégia da XP aponta que o posicionamento dos fundos em ativos locais, como ações e a expectativa de queda do dólar, está acima da média histórica. Gestoras como Absolute e Ace estão ajustando suas posições para se beneficiar da queda dos juros e do fortalecimento do real.

A Kapitalo, por exemplo, aumentou sua posição vendida no real e comprou pesos mexicanos e rúpias indianas, enquanto a Legacy mantém alocações em ações de tecnologia e juros reais. As movimentações refletem uma adaptação às condições econômicas globais e locais, com foco em maximizar retornos em um cenário de incertezas.

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