- O Nubank reportou um aumento na inadimplência de 90 dias para 6,6% no segundo trimestre de 2023.
- A fintech ajustou seu modelo de crédito para um terço de sua base de clientes e planeja expandir essa mudança até o final do ano.
- Apesar do aumento na inadimplência, o CFO Guilherme Lago afirmou que os indicadores de crédito estão melhores do que o esperado.
- A inadimplência entre clientes que atrasam entre 15 e 90 dias caiu para 4,4%.
- As ações da fintech subiram 15% em 2023, mantendo um valor de mercado de US$ 57,6 bilhões.
O Nubank, maior banco digital da América Latina, reportou um aumento na inadimplência de 90 dias para 6,6% no segundo trimestre de 2023, refletindo preocupações com a qualidade de crédito. A fintech, que opera no Brasil, México e Colômbia, ajustou seu modelo de crédito para um terço de sua base de clientes e planeja expandir essa mudança até o final do ano.
Apesar da deterioração da qualidade de crédito no Brasil, onde a inadimplência de pessoas físicas subiu para 4,3%, o CFO Guilherme Lago afirmou que os indicadores de crédito da empresa estão melhores do que o esperado. Ele destacou que a deterioração macroeconômica discutida anteriormente não se materializou nos dados mais recentes.
A fintech, que perdeu o título de mais valioso da América Latina para o Itaú, continua a ver crescimento em seus negócios. A inadimplência entre os clientes que atrasam entre 15 e 90 dias caiu 30 pontos-base, para 4,4%. A empresa não espera uma redução significativa em seu crescimento para o restante do ano, mesmo com as preocupações do mercado.
Além disso, o Nubank enfrentou mudanças em sua liderança, com a saída de vários executivos de alto escalão, incluindo o CTO, Vítor Olivier. As ações da fintech subiram 15% em 2023, após uma recuperação significativa desde a perda de US$ 12 bilhões em valor de mercado em um único dia, no final de fevereiro. A empresa mantém um valor de mercado de US$ 57,6 bilhões.
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