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Ações do Banco do Brasil se tornam atrativas após queda significativa no lucro

Banco do Brasil enfrenta turbulência após queda de 60% no lucro, com ações voláteis e reavaliações de analistas sobre a carteira de crédito

Aplicativo do Banco do Brasil (Foto: Reprodução)
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  • O Banco do Brasil (BBAS3) registrou uma queda de 60% no lucro, totalizando R$ 3,8 bilhões, após a divulgação de seu balanço financeiro.
  • As ações do banco apresentaram forte volatilidade, com oscilações entre quedas e altas no dia 15 de agosto.
  • A deterioração da carteira de crédito foi um dos principais fatores para a queda no lucro, levando analistas a reavaliarem suas recomendações.
  • A instituição revisou suas projeções de lucro para 2025, agora estimando entre R$ 21 bilhões e R$ 25 bilhões, em comparação com as previsões anteriores de R$ 37 bilhões a R$ 41 bilhões.
  • A presidente-executiva do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, indicou que a inadimplência deve continuar a pressionar os resultados no terceiro trimestre.

A sessão pós-balanço do Banco do Brasil (BBAS3) foi marcada por forte volatilidade nas ações, que oscilaram entre quedas e altas ao longo da sexta-feira, 15. O resultado financeiro trouxe uma queda de 60% no lucro, que totalizou R$ 3,8 bilhões, gerando reavaliações nas recomendações dos analistas. A deterioração da carteira de crédito foi um dos principais fatores apontados.

No acumulado do ano, as ações do Banco do Brasil já apresentavam uma queda de cerca de 15%. A análise de 11 instituições financeiras revelou que a maioria mantém recomendações neutras, com apenas três casas sugerindo compra e uma recomendação de venda. A Ativa Research, por exemplo, rebaixou sua recomendação de compra para neutro, destacando que o resultado foi muito abaixo das expectativas.

Expectativas e Projeções

O Banco do Brasil revisou suas projeções de lucro para 2025, agora estimando entre R$ 21 bilhões e R$ 25 bilhões, em comparação aos R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões anteriormente previstos. A provisão para devedores duvidosos também foi aumentada, passando para R$ 53-56 bilhões. A Monte Bravo, que mantém uma recomendação neutra, acredita que o banco ainda não tomou as medidas necessárias para acelerar a recuperação de seus resultados.

Em teleconferência, a presidente-executiva do BB, Tarciana Medeiros, indicou que o terceiro trimestre deve continuar pressionado pela inadimplência, especialmente na carteira de crédito do agronegócio. A XP e o BTG Pactual também expressaram cautela, com a XP ressaltando que a inadimplência continua a impactar os resultados.

Análises Divergentes

Enquanto a maioria dos analistas mantém uma visão cautelosa, Malek Zein, da Eleven Financial, recomenda a compra das ações do BB, embora com uma perspectiva de médio prazo. Ele acredita que a cotação atual já reflete muitos dos riscos, negociando abaixo de 0,7 vez o valor patrimonial. Apesar de prever um ano desafiador em 2025, Zein vê potencial de recuperação a partir de 2027.

O cenário atual do Banco do Brasil é de incertezas, com analistas divididos entre a possibilidade de recuperação e a necessidade de ações mais decisivas para enfrentar a deterioração da qualidade do crédito.

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