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Dólar fraco e cenário na China atraem investimentos estrangeiros ao Brasil

JPMorgan prevê recuperação nos fluxos de capital para o Brasil com cortes na Selic e dólar mais fraco, apesar de saídas anteriores significativas

Foto: Adobe Stock
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  • O JPMorgan projeta um cenário positivo para os fluxos de capital estrangeiro no Brasil nos próximos meses.
  • Após uma retirada líquida de R$ 771 milhões em agosto, os fundos de investimento registraram uma entrada líquida de R$ 17 bilhões em julho.
  • O banco espera cortes na taxa Selic, com uma redução de 425 pontos-base, o que deve aumentar a atratividade do mercado brasileiro.
  • Um dólar mais fraco e a recuperação das bolsas chinesas também são fatores favoráveis para o Brasil.
  • Apesar da entrada de R$ 14 bilhões no ano, o Brasil ainda não compensou a saída de R$ 32 bilhões registrada no ano passado.

Os fluxos de capital estrangeiro para o Brasil devem apresentar um cenário positivo nos próximos meses, segundo o JPMorgan. Em relatório divulgado na quinta-feira (14), o banco destaca que, após um período de saídas significativas, como a retirada líquida de R$ 771 milhões em agosto, há sinais de recuperação. Em julho, os fundos de investimento registraram uma entrada líquida de R$ 17 bilhões, impulsionada principalmente por fundos de renda fixa.

A volatilidade nos fluxos de capital foi acentuada pela guerra comercial entre os Estados Unidos e o Brasil, especialmente após a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. No acumulado do ano, o Brasil teve uma entrada de R$ 14 bilhões, mas ainda não compensou a saída de R$ 32 bilhões registrada no ano passado. Os analistas do JPMorgan afirmam que a direção dos fluxos é fortemente influenciada por notícias sobre tarifas e políticas monetárias.

Expectativas de Corte na Selic

O banco projeta que cortes na taxa Selic até o final do ano aumentarão a atratividade do mercado brasileiro. A expectativa é de uma redução de 425 pontos-base, superando as estimativas do mercado, que giram em torno de 250 pontos-base. Essa mudança pode ser um fator decisivo para a entrada de novos investimentos.

Além disso, o JPMorgan prevê que um dólar mais fraco, aliado a uma recuperação das bolsas chinesas, será favorável para o Brasil. A equipe de estratégia cambial do banco acredita que a moeda americana deve continuar em queda, sustentada por juros menores e um aumento do déficit fiscal nos Estados Unidos.

Desempenho dos Fundos de Investimento

Os dados sobre os fundos de investimento mostram que, enquanto os fundos de renda fixa atraíram R$ 102 bilhões no acumulado do ano, os fundos de ações enfrentaram saídas pelo 13º mês consecutivo, com resgates de R$ 5 bilhões em julho. A participação de ações nos ativos dos fundos está em 7,8%, abaixo da média histórica de 11,2%. Os fundos multimercados também apresentaram saídas, embora em ritmo menor, totalizando um saldo negativo de R$ 76 bilhões no ano.

A participação estrangeira na B3 permanece em 60% nos últimos 12 meses, com investidores institucionais representando 24,6% do volume negociado. Esses dados refletem um cenário de incertezas, mas também de oportunidades para o mercado brasileiro.

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