- Em 2024, o número de escritórios familiares com investimentos em mercados privados cresceu 26%.
- Desde 2016, esse número aumentou 524%, passando de 651 para 4.067, segundo a Preqin.
- Os escritórios familiares estão focando em crédito privado e infraestrutura, enquanto reduzem investimentos em private equity.
- A riqueza gerida por esses escritórios alcançou US$ 3,1 trilhões em 2024, o que impulsiona essa mudança.
- Apesar do crescimento, os escritórios estão se tornando mais seletivos nas ofertas privadas, com planos de aumentar a participação em dívida privada.
Os escritórios familiares estão ampliando suas alocações em mercados privados, com um crescimento de 26% em 2024. Essa tendência reflete um aumento no gerenciamento de riqueza, especialmente em ativos ilíquidos, como crédito privado e infraestrutura, apesar da redução nas apostas em private equity.
Desde 2016, o número de escritórios familiares com exposição a mercados privados aumentou 524%, passando de 651 para 4.067, segundo dados da Preqin. Esse crescimento é superior ao de outras instituições, como empresas de gestão de patrimônio e fundações. Em 2023, a alta foi de 21%, e a previsão para 2024 é de um novo aumento de 26%.
Tendências de Investimento
Armando Senra, da BlackRock, destaca que a atividade dos escritórios familiares reflete um interesse crescente em crédito privado e infraestrutura. Uma pesquisa da BlackRock revelou que quase um terço dos escritórios familiares pretende aumentar seus investimentos nessas áreas entre 2025 e 2026. Jonathan Flack, da PwC, aponta que o aumento da riqueza gerida por esses escritórios, que alcançou US$ 3,1 trilhões em 2024, é um fator crucial para essa mudança.
Os escritórios familiares têm menos necessidade de liquidez imediata, permitindo-lhes realizar investimentos em ativos ilíquidos. Flack observa que esses escritórios costumam investir com uma perspectiva de longo prazo, o que torna os mercados privados atraentes em comparação com a volatilidade dos mercados públicos.
Seleção de Ofertas
Apesar do crescimento, os escritórios familiares estão se tornando mais seletivos em relação às ofertas privadas. Uma pesquisa da UBS indica que muitos planejam aumentar suas participações em dívida privada, enquanto reduzem as apostas em private equity, favorecendo ações de mercados desenvolvidos em 2025. Para os escritórios familiares nos EUA, a expectativa de redução é ainda mais acentuada. Contudo, ao considerar planos para os próximos cinco anos, a maioria ainda pretende aumentar suas alocações em private equity e outros ativos privados.
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