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Nubank ultrapassa Banco do Brasil e lidera lucro no segundo trimestre

Banco do Brasil registra lucro de R$ 3,03 bilhões, enquanto Nubank supera com R$ 3,76 bilhões, acentuando a pressão no setor financeiro.

Ações do Nubank sobem quase 10% no pregão de hoje (Foto: Nubank/Divulgação)
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  • O Banco do Brasil (BB) registrou lucro de R$ 3,03 bilhões no segundo trimestre de 2025, uma queda de 60% em relação ao ano anterior.
  • Este é o menor lucro desde 2020 e reflete o aumento da inadimplência no agronegócio.
  • O Nubank superou o BB com lucro de R$ 3,76 bilhões e retorno sobre o patrimônio (ROE) de 28%.
  • O lucro ajustado do BB foi de R$ 3,784 bilhões, ainda 30% abaixo do esperado por analistas.
  • O BTG Pactual destacou que despesas relacionadas a planos econômicos representaram 20% dos ganhos ajustados do BB, levantando questões sobre a sustentabilidade dessa estratégia.

O Banco do Brasil (BB) enfrentou um segundo trimestre desafiador em 2025, reportando um lucro de R$ 3,03 bilhões, o que representa uma queda de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior. Este resultado é o mais baixo desde 2020 e reflete a crescente inadimplência no agronegócio, setor tradicionalmente forte para a instituição.

Enquanto isso, o Nubank, banco digital mais jovem, superou o BB com um lucro de R$ 3,76 bilhões e um retorno sobre o patrimônio (ROE) de 28%. O Nubank registrou um lucro ajustado de US$ 694,5 milhões, superando as expectativas do mercado em 5% e apresentando um crescimento de 42% em relação ao mesmo período de 2024. O sucesso do Nubank é atribuído à expansão da carteira de crédito e ao controle das despesas operacionais.

Desempenho do Banco do Brasil

O lucro do BB, considerando ajustes, foi de R$ 3,784 bilhões, mas ainda assim ficou 30% abaixo do consenso de analistas. O banco também enfrentou um aumento nas provisões para a carteira geral, não se limitando apenas ao agronegócio. O retorno sobre o patrimônio caiu para 8,4%, o menor desde 2016.

O BTG Pactual destacou que o BB classificou despesas relacionadas a planos econômicos como “não recorrentes”, totalizando R$ 750 milhões após impostos. Essa prática, que o banco adota desde 2014, agora representa 20% dos ganhos ajustados, levantando questionamentos sobre a sustentabilidade dessa estratégia em um cenário de lucros em queda.

Cenário Competitivo

O desempenho do BB evidencia a crescente distância em relação aos bancos privados, que estão ganhando espaço no mercado financeiro brasileiro. A pressão da inadimplência no agronegócio, que historicamente foi um pilar para o BB, se tornou um desafio significativo, refletindo a necessidade de reavaliação das estratégias de crédito e gestão de riscos da instituição.

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