- O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão cresceu 1% no segundo trimestre de 2025, superando a expectativa de 0,4% dos economistas.
- O crescimento foi impulsionado pela demanda interna e pelo investimento empresarial, que aumentou 1,3% em relação ao trimestre anterior.
- O consumo privado, que representa cerca de 60% do PIB, avançou 0,2%, apesar da inflação e das tarifas elevadas dos Estados Unidos.
- As exportações líquidas contribuíram com 0,3 ponto percentual para o crescimento, com um aumento de 2% nas exportações japonesas.
- O Banco do Japão pode elevar a taxa básica de juros em outubro, dependendo da continuidade do crescimento econômico.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão cresceu 1% no segundo trimestre de 2025, superando a expectativa de 0,4% dos economistas. O crescimento foi impulsionado pela demanda interna e pelo investimento empresarial, indicando uma recuperação econômica mais robusta. Dados do Gabinete do Governo, divulgados nesta sexta-feira, 15, mostram que o primeiro trimestre foi revisado de uma queda para um crescimento de 0,6%.
O aumento do investimento empresarial foi de 1,3% em relação ao trimestre anterior, superando a projeção de 0,7%. O consumo privado, que representa cerca de 60% do PIB, também avançou 0,2%, apesar da inflação persistente e das tarifas elevadas impostas pelos Estados Unidos. As exportações líquidas contribuíram com 0,3 ponto percentual para o crescimento, com um aumento de 2% nas exportações japonesas, mesmo diante de tarifas de até 25% sobre automóveis e aço.
Expectativas do Banco do Japão
Analistas da Bloomberg Economics afirmam que os dados reforçam a possibilidade de que o Banco do Japão (BOJ) eleve sua taxa básica de juros em outubro, caso a demanda interna continue forte. O turismo também teve um papel significativo, com os gastos de visitantes estrangeiros subindo 18% no período, e o número de chegadas atingindo um recorde histórico no primeiro semestre.
Hiromu Komiya, do Instituto de Pesquisa do Japão, destaca que aumentos salariais superiores a 5% nas maiores empresas devem sustentar o consumo das famílias no segundo semestre. A evolução das exportações a partir de julho será crucial para a próxima decisão do BOJ, que se reunirá em 19 de setembro. Neste encontro, a expectativa é de manutenção da taxa, mas o cenário pode mudar rapidamente com os novos dados econômicos.
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