- A B.O.B, startup brasileira de cosméticos sustentáveis, enfrenta um aumento de 50% nas tarifas sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos.
- Essa medida compromete a competitividade da empresa, que obtém 25% de seu faturamento com exportações para o mercado americano.
- O cofundador da B.O.B, Victor Lichtenberg, afirmou que o novo cenário torna inviável uma proposta de preço competitiva.
- A empresa deve repassar os custos ao consumidor, o que pode levar a uma redução significativa de sua operação online.
- O aumento das tarifas também impacta outras pequenas e médias empresas brasileiras, afetando 35,9% do volume de mercadorias exportadas para os EUA.
A B.O.B, startup brasileira de cosméticos sustentáveis, enfrenta um desafio significativo após os Estados Unidos aumentarem em 50% as tarifas sobre produtos brasileiros. Essa medida ameaça a competitividade da empresa, que depende das exportações para o mercado americano, representando 25% de seu faturamento.
Victor Lichtenberg, cofundador da B.O.B, afirmou que, com o novo patamar de tarifas, “fica impossível ter uma proposta competitiva de preço.” Fundada em 2018, a B.O.B se destacou com produtos como xampus e condicionadores em barra, que eliminam o uso de plástico. A empresa se beneficiou de sua operação digital e da participação em programas de vendas internacionais, como o da Amazon, que facilitou sua inserção em marketplaces globais.
A nova carga tributária forçará a B.O.B a repassar os custos ao consumidor, o que pode resultar em uma redução significativa de sua operação online. Lichtenberg destacou que a operação da empresa deve encolher nos próximos meses devido ao aumento de preços, comprometendo sua presença digital.
Impactos no Setor
O aumento das tarifas não afeta apenas a B.O.B, mas também outras pequenas e médias empresas brasileiras. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) informou que o tarifaço impacta 35,9% do volume de mercadorias exportadas para os EUA, o que representa 4% de todas as exportações brasileiras. Um estudo da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) estima que essa medida pode reduzir o PIB brasileiro em até R$ 110 bilhões no longo prazo.
Para mitigar os efeitos, o governo federal anunciou medidas como a alocação de R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações para crédito com taxas acessíveis e a ampliação das linhas de financiamento às exportações. A B.O.B, assim como outras PMEs, busca alternativas para se adaptar a esse cenário desafiador, considerando a possibilidade de fortalecer suas vendas em canais físicos, onde a proposta de valor pode ser mais atrativa.
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