- CIBanco, Intercam e Vector foram sancionados pelo Departamento do Tesouro dos EUA por suposto envolvimento em lavagem de dinheiro do narcotráfico.
- As sanções, que proíbem transferências com instituições financeiras americanas, começaram em 4 de setembro.
- CIBanco registrou queda de 11,3% em ativos, totalizando 124,3 bilhões de pesos, e uma redução de 25% na captação, que caiu de 51 bilhões para 38,3 bilhões de pesos entre maio e junho.
- O governo mexicano interveio, transferindo fideicomissos para a Nacional Financiera (Nafin) para evitar a fuga de clientes.
- A Vector teve uma queda de 19,3% em ativos, enquanto a Intercam viu sua captação cair 8,27%. A agência Fitch Ratings alertou sobre a deterioração da liquidez dessas instituições.
Os bancos CIBanco, Intercam e Vector enfrentam sérias consequências após serem sancionados pelo Departamento do Tesouro dos EUA por suposto envolvimento em lavagem de dinheiro ligada ao narcotráfico. As sanções, que proíbem transferências com instituições financeiras americanas a partir de 4 de setembro, já impactaram significativamente suas operações.
A situação se agravou com a queda de 11,3% nos ativos do CIBanco, que agora totaliza 124,3 bilhões de pesos, e uma redução de 25% na captação, que caiu de 51 bilhões para 38,3 bilhões de pesos entre maio e junho. Para mitigar a crise, o governo mexicano, sob a liderança de Claudia Sheinbaum, interveio e transferiu os fideicomissos dessas instituições para a Nacional Financiera (Nafin), buscando evitar uma fuga em massa de clientes.
Outras instituições também estão sentindo os efeitos. O Intercam viu seus ativos aumentarem levemente, mas sua captação caiu 8,27%. A possibilidade de venda de ativos para a fintech Kapital Bank e a empresa StoneX Group está sendo considerada, mas ainda não há confirmações sobre negociações.
A Vector, por sua vez, registrou uma queda de 19,3% em seus ativos, totalizando 33,8 bilhões de pesos. A agência Fitch Ratings alertou sobre a deterioração da liquidez e a alta probabilidade de inadimplência nas operações dessas instituições. Apesar de representarem menos de 1% do sistema bancário mexicano, as sanções refletem um aumento nas tensões entre os EUA e o México no combate ao narcotráfico, gerando incertezas sobre o futuro financeiro dessas entidades.
Entre na conversa da comunidade