- A 3D Minerals, nova empresa de mineração de Belo Horizonte, adquiriu 116 áreas de minerais críticos em leilão da Agência Nacional de Mineração (ANM).
- O investimento total foi de R$ 54,8 milhões, apesar da empresa não ter histórico no setor.
- Com um capital social inicial de R$ 5 mil, a 3D Minerals controla uma área de 6,4 mil km², maior que a cidade de São Paulo.
- As áreas estão localizadas principalmente em Mato Grosso (61), Bahia (22), Pará (18), Goiás (9), Paraíba (2), Roraima (3) e Rondônia (1).
- A empresa pode manter o controle das áreas por quatro anos, com possibilidade de prorrogação e transferência dos direitos a terceiros.
Uma nova empresa de mineração, a 3D Minerals, surpreendeu ao arrematar 116 áreas de minerais críticos em um leilão da Agência Nacional de Mineração (ANM), realizado recentemente. A companhia, fundada em junho de 2024 em Belo Horizonte, investiu 54,8 milhões de reais na aquisição, apesar de não ter histórico no setor.
A 3D Minerals, com um capital social inicial de apenas R$ 5 mil, agora controla uma área total de 6,4 mil km², o que representa mais de quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo. A maior parte das áreas adquiridas está localizada em Mato Grosso, com 61 áreas, seguida por Bahia (22), Pará (18), Goiás (9), Paraíba (2), Roraima (3) e Rondônia (1). Os direitos de pesquisa incluem 101 áreas de cobre, 13 de níquel e duas de tântalo, minerais essenciais para as cadeias globais de tecnologia e energia.
Contexto do Leilão
A legislação permite que a 3D Minerals mantenha o controle das áreas por quatro anos, com possibilidade de prorrogação e transferência dos direitos a terceiros. O endereço da empresa em Belo Horizonte abriga diversas empresas da família Wanderley, sócios da 3D Minerals, funcionando como um “coworking” particular. O site da empresa não apresenta informações relevantes.
No mesmo leilão, a 3A Mining ficou em segundo lugar, arrematando 40 áreas e possuindo um capital social de 95,9 milhões de reais. A empresa já possui operações conhecidas em Corumbá (MS). A Gestão de Ativos Brasil, de Santa Catarina, também participou, conquistando 17 áreas e com um histórico em autorizações ligadas a terras raras.
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