- O governo dos Estados Unidos abriu um processo contra o Brasil por práticas desleais de comércio, especialmente em etanol e milho.
- Entidades brasileiras e americanas estão se apressando para enviar relatórios ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) antes do prazo, que termina à meia-noite de segunda-feira.
- Até o momento, dezessete organizações, incluindo a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), já se inscreveram para participar da audiência marcada para três de setembro.
- A CNI argumenta que o Brasil não prejudica empresas americanas, enquanto a UNICA defende a transparência da regulamentação brasileira em relação ao etanol.
- O Conselho Americano de Química (ACC) e o Conselho Agrícola do Arkansas também manifestaram interesse em participar da audiência, destacando preocupações sobre o impacto das políticas brasileiras nos produtores americanos.
As entidades brasileiras e americanas estão em ritmo acelerado para submeter relatórios ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) antes do prazo, que se encerra à meia-noite desta segunda-feira. O objetivo é participar da audiência marcada para o dia 3 de setembro, em resposta ao processo aberto pelos EUA contra o Brasil, que alega práticas desleais de comércio em setores como etanol e milho.
Até as 20h, 17 organizações já haviam se inscrito, incluindo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) e a Associação Nacional do Café. A CNI defende que o Brasil não adota práticas que prejudiquem empresas americanas, citando o sistema de pagamentos Pix como uma inovação comparável ao FedNow, do Federal Reserve.
A UNICA, representada pelo consultor Welber Barral, argumenta que a alegação de falta de reciprocidade no comércio de etanol não se sustenta, destacando que o Brasil mantém uma regulamentação transparente e já concedeu isenções tarifárias. Por outro lado, a Associação Nacional dos Produtores de Milho (NCGA) dos EUA afirma que o Brasil se beneficia de condições preferenciais enquanto impõe barreiras ao acesso de exportadores americanos.
Reações do Setor Americano
O Conselho Americano de Química (ACC) também busca participar da audiência, apoiando a proteção da manufatura americana contra práticas injustas. O Conselho Agrícola do Arkansas, que representa agricultores do estado, expressou preocupações sobre como as políticas brasileiras afetam negativamente os produtores americanos, especialmente em relação à soja, algodão e milho.
As discussões em torno do comércio entre Brasil e Estados Unidos estão se intensificando, com ambos os lados buscando defender seus interesses em um cenário de crescente tensão comercial. A audiência de setembro promete ser um marco importante nas relações comerciais entre os dois países.
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