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Itaú BBA recomenda compra de ações da Vale por dividendos e minério promissor

Itaú BBA projeta valorização de 31% para ações da Vale até 2026, com aumento nas expectativas de preços de minério de ferro e EBITDA ajustado

Logotipo da mina Brucutu, propriedade da mineradora brasileira Vale, em São Gonçalo do Rio Abaixo - 04/02/2019 (Foto: REUTERS/Washington Alves)
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  • O Itaú BBA atualizou sua análise sobre a Vale (VALE3), mantendo a recomendação outperform e elevando o preço-alvo para R$ 70 por ação até o final de 2026.
  • A expectativa é de valorização de 31%. A demanda robusta da China e do Sudeste Asiático deve manter o equilíbrio entre oferta e demanda de minério de ferro.
  • Os analistas projetam preços do minério de ferro entre US$ 95 e 100 por tonelada na segunda metade de 2025, com média anual de US$ 99 por tonelada. Para 2026, a expectativa é de US$ 95 por tonelada.
  • O EBITDA estimado para 2025 foi ajustado para US$ 14,1 bilhões, 3% abaixo da previsão anterior, devido a uma dinâmica mais fraca no mercado de pelotas. Para 2026, a projeção é de US$ 15,5 bilhões, 2% abaixo da estimativa anterior.
  • As ações da Vale estão sendo negociadas a 3,8 vezes o Valor da Firma (EV)/EBITDA para 2026, com um rendimento de fluxo de caixa médio de 8% para o período de 2026 a 2028.

O Itaú BBA atualizou sua análise sobre a Vale (VALE3), mantendo a recomendação outperform e elevando o preço-alvo para R$ 70 por ação até o final de 2026. Essa mudança reflete uma expectativa de valorização de 31%. O banco projeta que o equilíbrio entre oferta e demanda de minério de ferro se manterá, impulsionado pela demanda robusta da China e do Sudeste Asiático.

Os analistas do Itaú BBA ajustaram suas previsões para os preços do minério de ferro, estimando valores entre US$ 95 e 100 por tonelada na segunda metade de 2025. A média anual para 2025 foi elevada para US$ 99/ton, em comparação aos US$ 95/ton anteriormente projetados. Para 2026, a expectativa é de US$ 95/ton, um aumento em relação aos US$ 90/ton anteriores.

Ajustes no EBITDA

Apesar do aumento nas projeções de preços, o EBITDA estimado para 2025 foi ajustado para US$ 14,1 bilhões, 3% abaixo da previsão anterior. Essa revisão se deve a uma dinâmica mais fraca no mercado de pelotas, levando a Vale a reduzir a produção. Para 2026, a projeção de EBITDA é de US$ 15,5 bilhões, um crescimento de 10% em relação ao ano anterior, mas 2% abaixo da estimativa anterior.

O banco também estima que a Vale encerrará 2025 com uma dívida líquida de US$ 16 bilhões, ligeiramente acima da meta da companhia, que varia entre US$ 10 e 20 bilhões. Com os preços do minério de ferro próximos de US$ 100 por tonelada, a mineradora deve ter condições de gerar caixa e distribuir dividendos ou realizar recompras de ações.

Valorização das Ações

O Itaú BBA destaca que as ações da Vale estão sendo negociadas a 3,8 vezes o Valor da Firma (EV)/EBITDA para 2026, um múltiplo considerado atrativo. Além disso, projeta um rendimento de fluxo de caixa médio de 8% para o período de 2026 a 2028, indicando um cenário positivo para os investidores.

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