- O índice Nifty 50 subiu 1% e o BSE Sensex avançou 0,84% após anúncio de cortes de impostos pelo primeiro-ministro Narendra Modi.
- Modi propôs uma nova estrutura de Imposto sobre Bens e Serviços (GST) com alíquotas de 5% e 18%, eliminando as taxas anteriores de 12% e 28%.
- A reforma visa simplificar a conformidade tributária e estimular o consumo, especialmente em setores como manufatura e logística.
- O setor automotivo, que teve crescimento lento, pode se beneficiar das novas políticas fiscais. As vendas de veículos de passageiros cresceram apenas 4,2% em 2024.
- A inflação caiu de 4,31% em janeiro para 1,55% em julho, o que pode favorecer o crescimento do consumo. A previsão é de que a taxa de consumo privado cresça 6,9% até março de 2026.
Os mercados indianos reagiram positivamente nesta segunda-feira, com o índice Nifty 50 subindo 1% e o BSE Sensex avançando 0,84%. A recuperação ocorre após o Primeiro-Ministro Narendra Modi anunciar cortes de impostos e uma nova estrutura de Imposto sobre Bens e Serviços (GST), em meio a desafios econômicos impostos por tarifas dos EUA e uma desaceleração no consumo.
Na última sexta-feira, durante um discurso de Dia da Independência, Modi propôs uma estrutura de GST com duas alíquotas: 5% e 18%, eliminando as taxas anteriores de 12% e 28%. A mudança visa simplificar a conformidade tributária e estimular o consumo, especialmente em setores como manufatura, logística e bens de consumo. A expectativa é que essas reformas ajudem a economia indiana a crescer 6,5% no próximo ano fiscal.
O setor automotivo, que enfrentou um crescimento lento nos últimos meses, pode se beneficiar significativamente das novas políticas fiscais. As vendas de veículos de passageiros cresceram apenas 4,2% em 2024, o menor ritmo em quatro anos. No entanto, ações de montadoras como Maruti Suzuki e Hyundai tiveram alta, refletindo otimismo em relação às mudanças.
James Thom, diretor de investimentos da Aberdeen, destacou que a reforma tributária pode compensar o impacto das tarifas dos EUA, uma vez que a economia indiana é impulsionada principalmente pelo consumo interno. A Deloitte apontou que o consumo doméstico representa 61,4% do PIB indiano, sendo um dos principais motores de crescimento.
Além disso, a inflação no país caiu de 4,31% em janeiro para 1,55% em julho, o que pode favorecer um crescimento estável do consumo. A previsão da India Ratings & Research indica que a taxa de consumo privado deve crescer 6,9% até março de 2026, superando a expectativa de crescimento do PIB de 6,3% no mesmo período.
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