- Os Estados Unidos impuseram tarifas de importação que afetam o comércio de soja, levando a negociações com a China para aumentar as importações de soja americana.
- Marino Stefani Colpo, CEO da Boa Safra, afirmou que o impacto das tarifas é marginal para a empresa.
- A Boa Safra está diversificando seu portfólio, investindo em culturas como milho, sorgo, feijão e trigo, e ampliando sua base de clientes.
- A empresa mantém a inadimplência controlada em cerca de 2% e planeja realizar uma aquisição por ano.
- A carteira de pedidos da Boa Safra está 40% maior em relação ao ano anterior, apesar da sazonalidade das vendas de sementes de soja.
Os Estados Unidos impuseram tarifas de importação que impactam o comércio de soja, levando a uma busca por acordos com a China para aumentar as importações de soja americana. No entanto, para Marino Stefani Colpo, CEO da Boa Safra, o efeito das tarifas é marginal. Durante o XP Brazil CEO Conference 2025, Colpo destacou que a empresa está diversificando seu portfólio e mantendo a inadimplência sob controle.
A Boa Safra, líder em sementes de soja no Brasil, tem se adaptado ao cenário desafiador do agronegócio. Colpo mencionou que a empresa está investindo em outras culturas, como milho, sorgo, feijão e trigo, além de ampliar sua base de clientes. “Estamos no setor de carnes, e a leve desaceleração na renovação do pasto representa apenas 3% da receita”, afirmou.
O CEO também expressou ceticismo sobre um possível acordo que triplicaria as importações de soja americana pela China. Ele argumentou que os EUA estão reduzindo a área plantada de soja, enquanto a demanda interna por óleo de soja para biodiesel está crescendo. Isso, segundo Colpo, pode resultar em uma diminuição das exportações americanas, mantendo o Brasil em uma posição de destaque no mercado global.
Desempenho e Perspectivas
Colpo ressaltou a sazonalidade do negócio, com 90% das vendas de sementes de soja concentradas entre setembro e março. Apesar do faturamento baixo no primeiro semestre, a carteira de pedidos da Boa Safra está 40% maior em relação ao ano anterior, indicando um crescimento significativo.
A inadimplência da empresa permanece controlada, em torno de 2%, um pouco acima do histórico, mas dentro do esperado. Colpo destacou que a empresa tem sido restritiva no crédito e ampliado sua carteira para garantir a saúde financeira. Além disso, a Boa Safra planeja realizar uma aquisição por ano, mantendo um caixa robusto e baixo endividamento, pronta para aproveitar oportunidades futuras.
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