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Citi antecipa emissão de dívida externa antes das eleições no Brasil

Citi prevê aumento nas emissões de dívida externa e destaca potencial para fusões no setor elétrico, apesar das altas taxas de juros

CEO do banco no Brasil também disse que há potencial para mais fusões e aquisições no segundo semestre do ano (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg)
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  • O Citi registrou lucro líquido de R$ 1,29 bilhão no primeiro semestre de 2024, um aumento de 45% em relação ao ano anterior.
  • A carteira de crédito do banco permaneceu estável em R$ 49 bilhões, refletindo cautela na concessão de crédito devido às altas taxas de juros.
  • O presidente do Citi no Brasil, Marcelo Marangon, afirmou que as emissões de dívida no exterior por empresas brasileiras devem crescer, com previsão de até US$ 30 bilhões em títulos vendidos este ano.
  • A atividade no mercado de ações deve ser lenta, enquanto há potencial para fusões e aquisições no setor elétrico.
  • Os ativos totais do banco no Brasil caíram 11%, totalizando R$ 189 bilhões, mas sem as mudanças contábeis, o crescimento seria de 4%.

O Citi registrou um lucro líquido recorde de R$ 1,29 bilhão no primeiro semestre de 2024, um crescimento de 45% em relação ao mesmo período do ano anterior. A carteira de crédito do banco permaneceu estável em R$ 49 bilhões, refletindo uma abordagem cautelosa na concessão de crédito devido às altas taxas de juros.

Marcelo Marangon, presidente do Citi no Brasil, destacou que as emissões de dívida no exterior por empresas brasileiras devem continuar a crescer, especialmente antes das eleições presidenciais de 2025. Ele afirmou que investidores tendem a antecipar emissões internacionais em anos eleitorais, prevendo que o Brasil poderá vender até US$ 30 bilhões em títulos no exterior este ano.

Expectativas do Mercado

Marangon também mencionou que a atividade no mercado de ações deve ser lenta, devido às taxas de juros em dois dígitos. O banco está focado em aprofundar seus relacionamentos com clientes existentes, já que a demanda por crédito e transações tem sido menor. A inadimplência se manteve baixa, em 0,8%, o que é atribuído ao histórico sólido de relacionamento com os clientes.

O Citi, que é um dos cinco maiores bancos do grupo no mundo, planeja expandir suas operações no Brasil em um ritmo anual de dois dígitos nos próximos três anos. No entanto, Marangon alertou que essa expansão exigirá a retenção de lucros e mais capital, dependendo do crescimento do crédito.

Fusões e Aquisições

O executivo também observou um aumento nas discussões sobre fusões e aquisições no setor elétrico, com ativos mudando de mãos e grupos estrangeiros monetizando suas participações no Brasil. Apesar das incertezas econômicas, o Citi vê potencial para movimentações significativas nesse segmento.

Os ativos totais do banco no Brasil caíram 11% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 189 bilhões, devido a mudanças nas normas contábeis. Marangon afirmou que, sem essas alterações, o crescimento dos ativos seria de 4%. O banco continua a se adaptar às novas regras e a buscar oportunidades de crescimento em um ambiente desafiador.

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