- A Oncoclínicas planeja um aumento de capital que pode ultrapassar R$ 1,5 bilhão.
- A estratégia inclui a conversão de debêntures em ações e a possibilidade de um investidor-âncora.
- A empresa possui um capital autorizado de 800 milhões de ações, mas emitiu apenas 500 milhões até agora.
- A proposta prevê elevar o capital autorizado para 1,3 bilhão de ações, permitindo a emissão de até 800 milhões de novas ações.
- Gestores do mercado expressam ceticismo sobre a viabilidade da conversão de debêntures em ações, devido a restrições de alguns fundos de crédito.
A Oncoclínicas, empresa especializada em tratamento oncológico, está enfrentando dificuldades financeiras e planeja um aumento de capital que pode ultrapassar R$ 1,5 bilhão. A estratégia envolve a conversão de debêntures em ações e a possibilidade de um investidor-âncora, conforme informações de fontes próximas à operação.
A expectativa é que a maior parte do capital venha de credores dispostos a converter seus títulos de dívida em ações. Além disso, a Oncoclínicas já possui um capital autorizado de 800 milhões de ações, mas até o momento emitiu apenas 500 milhões. Isso significa que a empresa poderia lançar 300 milhões de novas ações sem precisar da aprovação dos acionistas. No entanto, a proposta inclui a elevação do capital autorizado para 1,3 bilhão de ações, permitindo a emissão de até 800 milhões de novas ações.
A operação visa não apenas reduzir a dívida da companhia, mas também fortalecer sua posição no mercado. Embora a cifra total de R$ 2,5 bilhões tenha circulado entre gestores, a fonte afirma que o valor final ainda não foi definido. O aumento de capital de R$ 1,5 bilhão pode ser realizado em dinheiro ou por meio da conversão opcional de debêntures, além de um bônus de subscrição.
Gestores do mercado expressaram ceticismo sobre a viabilidade da conversão de debêntures em ações, uma vez que muitos fundos de crédito não têm autorização para tal. A definição de um preço de conversão também é um ponto crítico a ser resolvido. A diluição da participação de Daniel Vorcaro, do Banco Master, que detém cerca de 15% da empresa, é uma das consequências esperadas dessa operação.
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