- A indústria eólica no Brasil enfrenta uma crise, segundo a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum.
- Em 2023, a instalação de nova capacidade de geração caiu 32%.
- As previsões indicam uma retração de 39% até 2025.
- Gannoum descreveu a situação como “insuportável”, citando baixo crescimento da demanda e excesso de oferta de energia.
- A Abeeólica busca soluções para reverter esse cenário e promover o crescimento sustentável do setor.
A indústria eólica no Brasil enfrenta uma crise significativa, conforme alertou a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum. Em 2023, houve uma queda de 32% na instalação de nova capacidade de geração, e as previsões indicam uma retração de 39% até 2025.
Gannoum descreveu a situação como “insuportável”, destacando que o setor, que experimentou um crescimento robusto desde 2009, agora lida com um cenário de baixo crescimento da demanda e excesso de oferta de energia. A executiva afirmou que o primeiro ponto de inflexão ocorreu em 2024 e que a crise deve persistir pelos próximos anos.
A presidente da Abeeólica enfatizou que o crescimento do setor foi exponencial desde os primeiros leilões, mas a realidade atual é desafiadora. O ciclo de expansão que caracterizou a última década foi interrompido, e a indústria agora enfrenta um ambiente complexo que pode impactar sua recuperação.
Além disso, a situação é agravada por fatores externos, como a demanda global por energia renovável e as políticas governamentais que podem não estar alinhadas com as necessidades do setor. A Abeeólica busca soluções para reverter esse quadro e estimular o crescimento sustentável da energia eólica no Brasil.
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