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Tarifas de Trump impulsionam comércio entre China e países emergentes, diz S&P Global

Tarifas dos EUA impulsionam China a expandir comércio com países em desenvolvimento, moldando nova dinâmica global e afetando economias locais

As exportações de bens da China dobraram na última década, principalmente para países do Sudeste Asiático, da América Latina e do Oriente Médio. (Foto: Linh Pham/Bloomberg)
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  • A guerra tarifária iniciada pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, está alterando as dinâmicas do comércio global.
  • Uma pesquisa da S&P Global indica que as tarifas dos EUA estão acelerando o comércio da China com países em desenvolvimento.
  • As exportações da China para o Sul Global dobraram na última década, enquanto as remessas para os EUA cresceram apenas 28%.
  • O presidente da República Popular da China, Xi Jinping, anunciou a eliminação de tarifas de importação para quase todas as nações africanas.
  • O comércio da China com os 20 maiores parceiros do Sul Global representa, em média, 20% do Produto Interno Bruto (PIB) desses países.

A guerra tarifária iniciada pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, está provocando mudanças significativas nas dinâmicas comerciais globais. Uma pesquisa da S&P Global revela que as tarifas americanas estão acelerando o comércio da China com países em desenvolvimento, criando uma nova ordem comercial dominada por empresas chinesas.

As exportações da China para o Sul Global dobraram na última década, com um crescimento acentuado nas remessas para o Sudeste Asiático, América Latina e Oriente Médio. Em contrapartida, as exportações para os EUA cresceram apenas 28% e para a Europa Ocidental, 58%. Essa tendência se intensificou nos últimos cinco anos, desde o início do primeiro mandato de Trump.

As empresas chinesas estão buscando novos mercados em resposta à desaceleração da economia nacional e à incerteza em relação às tarifas dos EUA. Os economistas da S&P Global afirmam que essa situação pode resultar em uma nova ordem no comércio global, onde o comércio Sul-Sul se torna central e as multinacionais chinesas emergem como protagonistas.

Recentemente, dados econômicos indicaram que a atividade industrial na China está crescendo no ritmo mais lento desde novembro, enquanto o investimento em imóveis e infraestrutura diminui. As exportações para os EUA caíram pelo quarto mês consecutivo em julho, mas as remessas para países africanos e do Sudeste Asiático compensaram essa queda.

Fortalecimento das Relações Comerciais

As autoridades chinesas têm intensificado esforços para fortalecer laços com países em desenvolvimento, reduzindo barreiras comerciais e firmando novos acordos. Em junho, o presidente Xi Jinping anunciou a eliminação de tarifas de importação para quase todas as nações africanas. Ele também participou de cúpulas e reuniões com líderes da América Latina e do Sudeste Asiático.

Atualmente, o comércio da China com os 20 maiores parceiros do Sul Global representa, em média, 20% do Produto Interno Bruto (PIB) desses países. Além disso, mais da metade do superávit comercial total da China é gerado com o Sul Global, em comparação com 36% com os EUA e 23% com a Europa Ocidental.

Apesar dos riscos, como a resistência de trabalhadores e grupos industriais contra importações que ameaçam a indústria local, as incertezas em relação às tarifas dos EUA e a desaceleração da economia chinesa continuarão a impulsionar as empresas chinesas em direção ao Sul Global.

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