- A ministra do Planejamento, Simone Tebet, não comentou sobre uma possível candidatura ao Senado por São Paulo em 2026.
- Ela enfatizou a necessidade de discutir questões fiscais e a revisão de subsídios.
- Tebet criticou o plano do governo de cortar R$ 20 bilhões em benefícios tributários, considerando-o insuficiente.
- A ministra destacou que a revisão dos subsídios, que totalizam R$ 678 bilhões, é essencial para o equilíbrio fiscal.
- Ela também mencionou a importância de dividir responsabilidades entre governo, Congresso e Judiciário para cumprir as metas fiscais.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, evitou comentar sobre uma possível candidatura ao Senado por São Paulo em 2026, destacando a urgência de discutir questões fiscais. Em entrevista após uma sessão da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, ela enfatizou que o foco deve ser a revisão de subsídios e a responsabilidade fiscal.
Tebet, que é natural de Mato Grosso do Sul, afirmou que só abordará a corrida eleitoral no próximo ano. A ministra lembrou que, para se candidatar, precisaria transferir seu título até outubro. “Temos temas mais importantes para conversar neste momento”, disse, referindo-se ao cuidado com o orçamento.
Durante a sessão, a ministra criticou o plano do governo de cortar R$ 20 bilhões em benefícios tributários, considerando-o “insuficiente”. Ela argumentou que a revisão dos subsídios, que atualmente somam R$ 678 bilhões, ou 5,78% do PIB, é essencial para manter o equilíbrio fiscal. Apesar de uma leve queda em relação aos anos anteriores, Tebet defendeu cortes mais significativos.
A ministra também alertou sobre a necessidade de diferenciar subsídios que beneficiam lobbies privados de incentivos que devem ser preservados, como o Super Simples. O orçamento de 2026, que será enviado ao Congresso até o dia 31, mantém a previsão de superávit primário de 0,25% do PIB.
Por fim, Tebet destacou a importância de dividir responsabilidades entre o governo, o Congresso e o Judiciário para garantir o cumprimento das metas fiscais. Ela expressou preocupação com um “judiciário assistencialista”, enfatizando a necessidade de um Judiciário garantista.
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