- O Banco do Brasil não antecipará a distribuição de dividendos do terceiro trimestre de 2025, que será paga em 11 de dezembro de 2025.
- A revisão do payout foi para 30% do lucro, uma queda em relação aos 40% a 45% anteriores.
- Essa decisão segue uma queda de 60% no lucro do segundo trimestre, devido à inadimplência no agronegócio.
- A inadimplência no setor agro, que representa 30% da carteira de clientes do banco, foi influenciada pela seca de 2023 e enchentes no Sul em 2024.
- O lucro líquido ajustado do banco foi de R$ 3,8 bilhões entre maio e junho de 2025, o quarto maior da história da instituição.
O Banco do Brasil (BBAS3) anunciou que não antecipará a distribuição de dividendos referentes ao terceiro trimestre de 2025, que será paga em 11 de dezembro de 2025. A decisão foi tomada após a revisão do payout para 30% do lucro, uma redução significativa em relação aos 40% a 45% que eram praticados anteriormente. Essa mudança ocorre em meio a uma queda de 60% no lucro do segundo trimestre, impactada pela inadimplência no agronegócio.
A inadimplência no setor agro, que representa 30% da carteira de clientes do banco, foi um fator crítico para essa decisão. O Banco do Brasil é responsável por metade do financiamento do agronegócio brasileiro, tornando-se vulnerável a flutuações no setor. Atualmente, cerca de 20 mil clientes do agronegócio estão com contas em atraso há mais de 90 dias, representando 2% da base total de um milhão de clientes. Desses, 74% nunca haviam apresentado inadimplência até 2023.
Fatores Críticos
A seca de 2023 e as enchentes no Sul em 2024 contribuíram para o aumento da inadimplência. O CFO do Banco do Brasil, Geovanne Tobias, destacou que a prioridade da instituição é a geração orgânica de capital e a recuperação da carteira de crédito, especialmente no agronegócio. A expectativa é que não haja pagamento extraordinário de proventos neste ano.
A presidente Tarciana Medeiros afirmou que a redução no payout é uma fase temporária. Ela ressaltou que o banco está atravessando um ciclo que será superado, com a expectativa de retorno aos níveis de rentabilidade anteriores. Apesar da queda, o lucro líquido ajustado do banco foi de R$ 3,8 bilhões entre maio e junho de 2025, o que representa o quarto maior lucro da história da instituição.
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