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Câmara Legislativa do DF aprova compra do Banco Master pelo BRB

Banco Central investiga ativos problemáticos do Banco Master enquanto BRB aguarda autorização para aquisição de até 58% de sua capitalização

Sede do Banco de Brasília (BRB) (Foto: Paulo H Carvalho/Agência Brasília)
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  • O Banco de Brasília (BRB) recebeu autorização para adquirir até 58% do capital do Banco Master, com a operação estimada em R$ 2 bilhões.
  • A lei foi sancionada pelo governador Ibaneis Rocha após aprovação da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
  • O Banco Central (BC) investiga a situação financeira do Banco Master, que enfrenta críticas e inconsistências em seus ativos.
  • O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, destacou que os ativos problemáticos do Banco Master aumentaram de R$ 23 bilhões para R$ 50 bilhões desde o anúncio da venda.
  • A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investiga indícios de crimes financeiros na gestão do Banco Master.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, em 19 de setembro, um projeto de lei que autoriza o Banco de Brasília (BRB) a adquirir até 58% do capital do Banco Master. A operação, avaliada em R$ 2 bilhões, foi sancionada pelo governador Ibaneis Rocha e agora aguarda análise do Banco Central (BC).

A proposta foi aprovada em dois turnos, com 15 votos a 7 no primeiro e 14 a 7 no segundo. O BRB formalizou a intenção de compra em março, mas o governo local só enviou o projeto à CLDF em 14 de setembro, atendendo a uma exigência judicial. Durante a votação, o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, se reuniu com parlamentares e destacou que os ativos problemáticos do Master aumentaram de R$ 23 bilhões para R$ 50 bilhões desde o anúncio da venda.

Críticas e Investigações

A aquisição do Banco Master é cercada de polêmicas, especialmente em relação à sua saúde financeira. O BC identificou inconsistências nos ativos do banco, inicialmente excluindo R$ 23 bilhões e, posteriormente, R$ 33 bilhões em ativos problemáticos. Além disso, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investiga indícios de crimes financeiros na gestão do Master.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, tem se reunido com executivos do BRB e do Master para discutir a transação. O mercado financeiro observa atentamente a situação, uma vez que a decisão do BC poderá resultar na rejeição do negócio ou na autorização da venda apenas da “parte boa” do banco.

O Banco Master, que multiplicou seu patrimônio por dez e quintuplicou sua carteira de crédito desde 2021, tem atraído atenção por oferecer Certificados de Depósito Bancário (CDB) com taxas agressivas, chegando a 140% do CDI. A operação do BRB é vista como uma tentativa de fortalecer sua posição no mercado, apesar das críticas e da investigação em curso.

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