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EUA pedem fim de tarifas e reconhecem dependência do Brasil para carne moída

Preços da carne moída nos EUA disparam, enquanto Brasil busca novos mercados para compensar queda nas exportações devido a tarifas elevadas

Hambúrguer: EUA dependem de carne brasileira para produzir uma de suas comidas mais típicas (Foto: Tricia Vieira/Feed/Divulgação)
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  • Os preços da carne moída nos Estados Unidos aumentaram 50% em quatro meses, passando de $ 119 para $ 180 por pacote.
  • O aumento é resultado de tarifas de 50% sobre a carne brasileira, que reduziram as importações de 44,2 mil toneladas em abril para 12 mil toneladas em julho.
  • O Brasil, que era o segundo maior exportador de carne bovina para os EUA, perdeu espaço para o México nas compras.
  • O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou um aumento de 43% no preço da carne moída comum, que subiu de $ 260 para $ 371 por lote de 45 quilos.
  • O Brasil busca novos mercados, como o Vietnã, onde 86 frigoríficos estão sendo habilitados para exportação, enquanto a produção interna nos EUA deve permanecer limitada até 2027.

Os Estados Unidos enfrentam um aumento significativo nos preços da carne moída, que subiram 50% em apenas quatro meses, devido a tarifas elevadas sobre a carne brasileira. O pacote de carne moída, por exemplo, passou de US$ 119 para US$ 180. Essa alta é resultado da tarifa de 50% imposta em agosto, que impactou diretamente as importações do Brasil, um dos principais fornecedores de carne para o país.

As importações brasileiras caíram drasticamente, de 44,2 mil toneladas em abril para apenas 12 mil toneladas em julho. O Brasil, que já era o segundo maior exportador de carne bovina para os EUA, agora vê o México superá-lo nas compras. O diretor-executivo da Meat Import Council of America, Michael Skahill, alertou que a dependência dos EUA de aparas bovinas magras é crítica para a produção de carne moída.

Impacto das Tarifas

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reportou que a carne moída comum teve um aumento de 43%, passando de US$ 260 para US$ 371 por lote de 45 quilos. Além das tarifas, fatores climáticos, como a seca, têm pressionado os preços, levando os pecuaristas a abaterem os animais mais cedo. A situação é preocupante, pois a produção interna deve permanecer limitada até pelo menos 2027.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, afirmou que a tarifa de 76,4% inviabiliza as exportações brasileiras. O governo brasileiro busca novos mercados, como o Vietnã, onde uma comitiva de 17 frigoríficos está em negociações para abrir esse mercado.

Novos Mercados

O Brasil, maior exportador de carne bovina do mundo, intensifica esforços para diversificar seus mercados. O Vietnã está avaliando a habilitação de 86 frigoríficos brasileiros para exportação, com duas plantas da JBS já aprovadas. Essa busca por novos mercados é essencial para compensar as perdas nas exportações para os EUA.

A situação atual reflete as complexidades do comércio internacional e as dinâmicas de oferta e demanda, com os consumidores americanos enfrentando preços crescentes e os produtores brasileiros buscando alternativas para manter suas exportações.

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