- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera Kevin Hassett como o próximo presidente do Federal Reserve (Fed).
- Hassett, atual diretor do Conselho Econômico Nacional, lidera as apostas, mas especialistas preferem Kevin Warsh.
- Uma pesquisa indica que 41% dos entrevistados acreditam que o próximo presidente do Fed atuará de forma independente, enquanto 37% acham que será em coordenação com a presidência.
- Trump tem pressionado o Fed para cortar as taxas de juros, criticando o atual presidente da instituição, Jerome Powell.
- Especialistas alertam que a nomeação de Hassett pode comprometer a independência do Fed, em um cenário de pressões políticas e inflação elevada.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está considerando Kevin Hassett como o próximo presidente do Federal Reserve (Fed), de acordo com uma pesquisa da CNBC. Hassett, atual diretor do Conselho Econômico Nacional, lidera as apostas para a escolha de Trump, mas especialistas apontam que Kevin Warsh seria a melhor opção.
Na pesquisa, enquanto Hassett ficou em primeiro lugar na lista de candidatos prováveis, quando questionados sobre quem deveria ser escolhido, Warsh foi o preferido. 41% dos entrevistados acreditam que o próximo presidente do Fed conduzirá a política monetária de forma independente, enquanto 37% acham que será em coordenação com a presidência.
Trump tem pressionado o Fed para cortar as taxas de juros, criticando o atual presidente da instituição, Jerome Powell. Apesar das pressões, Powell e o Comitê Federal de Mercado Aberto têm resistido, citando preocupações com a inflação, especialmente em relação às tarifas. A pesquisa sugere que o Fed pode implementar dois cortes de juros ainda este ano, um em setembro e outro em dezembro, mesmo com a expectativa de inflação elevada.
Os especialistas alertam que a nomeação de Hassett pode comprometer a independência do Fed. Allen Sinai, da Decision Economics, expressou preocupação com a influência política nas decisões de juros, o que poderia ser visto como uma tomada de controle pela administração Trump.
O cenário atual coloca o Fed em uma posição delicada, com pressões políticas para cortes de juros e um ambiente econômico que ainda apresenta força em indicadores de emprego e inflação. Richard Bernstein, CEO da Richard Bernstein Advisors, destacou que o Fed está “entre a cruz e a espada”, lidando com a necessidade de estímulos fiscais e a pressão para manter a estabilidade econômica.
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