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Ações do BB despencam após bloqueio de cartão de Moraes

Ações do Banco do Brasil caem após bloqueio de cartão de crédito do ministro Alexandre de Moraes devido a sanções da Lei Magnitsky

Agência do Banco do Brasil, na Sé, região central de São Paulo (Foto: Rafaela Araújo - 8.jul.25/Folhapress)
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  • As ações do Banco do Brasil caíram 0,86% em 21 de agosto, após o bloqueio de um cartão de crédito do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), devido a sanções da Lei Magnitsky.
  • O preço das ações ficou em R$ 19,69. O bloqueio é resultado de sanções financeiras dos Estados Unidos.
  • Para contornar a situação, o Banco do Brasil ofereceu ao ministro um cartão da bandeira Elo, que permite transações sem limitações no Brasil.
  • A queda das ações também é influenciada pelo lucro líquido ajustado do banco, que foi de R$ 3,8 bilhões, 60% menor que no ano anterior, e pelo aumento da inadimplência no setor agrícola.
  • A decisão recente do ministro Flávio Dino, do STF, sobre ordens judiciais estrangeiras gerou incertezas no setor bancário, contribuindo para uma perda coletiva de mais de R$ 41,3 bilhões em valor de mercado entre os bancos.

As ações do Banco do Brasil apresentaram uma queda de 0,86% nesta quinta-feira, 21, após a revelação de que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, teve um cartão de crédito bloqueado devido a sanções da Lei Magnitsky. A informação, inicialmente divulgada pela Folha, foi posteriormente vinculada ao banco pelo Valor Econômico, resultando em um preço de R$ 19,69 por ação.

O bloqueio do cartão de Moraes, que é de bandeira americana, é uma consequência das sanções financeiras impostas pelo governo dos Estados Unidos. Para contornar as restrições, o Banco do Brasil ofereceu ao ministro um cartão da bandeira Elo, permitindo transações no Brasil sem limitações. O impacto no mercado financeiro foi acentuado pela recente divulgação do balanço do banco, que mostrou um lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões, 60% inferior ao do ano anterior.

Desdobramentos do Mercado

A pressão sobre as ações do Banco do Brasil também é atribuída ao aumento da inadimplência no setor agrícola, que enfrenta dificuldades após uma safra de grãos problemática. O analista Luis Miguel Santacreu, da Austin Rating, destacou que os resultados financeiros e a situação do setor agrícola afetam negativamente a avaliação de longo prazo do banco.

Além disso, a recente decisão do ministro Flávio Dino, também do STF, sobre a validade de ordens judiciais estrangeiras no Brasil, gerou incertezas no setor bancário. A decisão, embora não diretamente relacionada ao Banco do Brasil, contribuiu para uma perda coletiva de mais de R$ 41,3 bilhões em valor de mercado entre os bancos na última terça-feira.

Cenário Atual

O bloqueio do cartão de Moraes é a medida mais significativa até agora em resposta às sanções da Lei Magnitsky, que visa punir estrangeiros por corrupção e violações de direitos humanos. O futuro do Banco do Brasil em relação ao Supremo ainda é incerto, e o banco não se manifestou sobre o assunto. A combinação de fatores internos e externos continua a gerar volatilidade nas ações da instituição.

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