- Uma pesquisa da Serasa e do Instituto Opinion Box revela que 62% das famílias brasileiras afirmam que os gastos com moradia impactam sua qualidade de vida.
- O estudo, realizado entre 24 de julho e 1º de agosto de 2025, ouviu 1.073 pessoas em várias regiões do país.
- Nos últimos 12 meses, 66% das famílias enfrentaram aumento nos custos relacionados à moradia, com 39% priorizando o aluguel.
- Quarenta por cento dos entrevistados vivem de aluguel, enquanto 30% possuem imóvel próprio quitado.
- A pesquisa também mostra que 29% recorrem ao cartão de crédito para imprevistos relacionados à moradia e 44% já precisaram de empréstimos ou crédito pessoal para cobrir essas despesas.
Os gastos com moradia estão se tornando um fardo crescente para as famílias brasileiras. Uma pesquisa realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box revela que 62% dos entrevistados afirmam que esses custos impactam sua qualidade de vida. O estudo, realizado entre 24 de julho e 1º de agosto de 2025, ouviu 1.073 pessoas em diversas regiões do país.
Nos últimos 12 meses, 66% das famílias enfrentaram aumento nos custos relacionados à moradia. O aluguel é a prioridade para 39% dos consumidores, seguido pelas contas de energia (25%) e financiamento imobiliário (18%). O levantamento mostra que 40% dos entrevistados ainda vivem de aluguel, enquanto 30% já possuem imóvel próprio quitado. Para 19% dos brasileiros, as despesas com aluguel, IPTU e condomínio ultrapassam metade da renda familiar.
Impacto Financeiro
As contas básicas, como água, luz e gás, também pesam no orçamento. 36% dos entrevistados comprometem de 11% a 20% da renda com essas despesas, enquanto 23% gastam entre 21% e 30%. A situação é ainda mais complicada para muitos, pois 29% recorrem ao cartão de crédito para lidar com imprevistos relacionados à moradia. Além disso, 44% já precisaram contratar empréstimos ou crédito pessoal para arcar com essas despesas.
Thiago Ramos, especialista em educação financeira da Serasa, destaca que a alta dos preços não afeta apenas o orçamento mensal, mas também o planejamento financeiro a médio e longo prazo. “A falta de planejamento é um desafio significativo”, afirma Ramos. A pesquisa revela que 53% dos entrevistados não se preparam para reajustes de despesas, e 18% admitem ter dificuldades em ajustar o orçamento quando ocorrem aumentos inesperados.
Necessidade de Planejamento
A pesquisa evidencia a importância do planejamento financeiro. “A moradia é uma necessidade básica, mas sem controle, o peso das despesas pode se tornar um problema”, conclui Ramos. O cenário atual exige que as famílias reavaliem suas finanças e busquem alternativas para equilibrar o orçamento diante do aumento constante dos custos de moradia.
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