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Tarifas dos EUA pressionam empresas brasileiras, enquanto Embraer e Gerdau se destacam em um cenário econômico desafiador.

A Embraer, com sua relevância para o mercado norte-americano de aviação regional, ficou de fora das tarifas extras dos EUA sobre o Brasil (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg)
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  • As tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, iniciadas em seis de agosto, impactam o comércio exterior.
  • A lista de exceções de Donald Trump inclui cerca de setecentos itens, mas não alivia a pressão sobre as empresas.
  • A expectativa de corte de juros nos Estados Unidos, previsto para setembro, pode afetar o fluxo de capital e o câmbio no Brasil.
  • A Embraer teve um aumento de setenta por cento nas ações nos últimos doze meses, enquanto a Gerdau reavalia investimentos devido ao cenário econômico.
  • A joint venture entre BB Asset e JGP visa crescer em fundos sustentáveis, com meta de R$ 18 bilhões até o final do ano.

A imposição de tarifas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, que começou em 6 de agosto, afeta diretamente as perspectivas de negócios de diversas empresas. A lista de exceções de Donald Trump, que inclui cerca de 700 itens, não alivia a pressão sobre o comércio exterior. Ao mesmo tempo, a expectativa de um corte de juros nos EUA, previsto para setembro, pode influenciar o fluxo de capital para o Brasil e impactar o câmbio, crucial para a decisão do Banco Central sobre a taxa Selic, atualmente em 15% ao ano.

Destaques Empresariais

Em meio a esse cenário, empresas como Embraer e Gerdau se destacam. A Embraer, terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo, viu suas ações subirem 70% nos últimos 12 meses, apesar das tarifas. A companhia continua a receber pedidos para sua divisão de eVTOLs, com previsão de operação comercial em 2027. Por sua vez, a Gerdau, que gera metade de sua receita nos EUA, é considerada uma das melhores do setor siderúrgico, embora tenha alertado sobre a reavaliação de investimentos devido ao cenário macroeconômico.

Setores em Movimento

A Cyrela, mesmo em um ciclo de juros elevados, mantém lançamentos de imóveis de alto padrão, com projeções de R$ 11 bilhões em 2025. A empresa aposta em projetos icônicos, o que pode aumentar sua participação de mercado. A Americanas, em recuperação judicial, registrou seu primeiro Ebitda positivo desde o início da crise e está avançando na venda de ativos, com o CEO Leonardo Coelho prevendo o fim da recuperação até o primeiro semestre de 2026.

Inovações e Sustentabilidade

No setor de investimentos, a joint venture entre BB Asset e JGP busca crescer em fundos sustentáveis, com a meta de alcançar R$ 18 bilhões até o final do ano. A Régia Capital, que financia projetos de energia solar, captou R$ 6,5 bilhões para 25.000 projetos, embora enfrente desafios com a infraestrutura de transmissão. A Cielo, segunda maior empresa de adquirência do Brasil, busca recuperar rentabilidade e diversificar seus produtos, enfrentando um mercado de pagamentos em transformação.

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