- O Rio Grande do Sul inicia uma nova fase do Plano Rio Grande, após a catástrofe climática que causou 183 mortes e 27 desaparecidos.
- O plano prevê R$ 40 bilhões em investimentos, com foco em rodovias, saneamento e saúde.
- Metade do valor virá de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs), enquanto R$ 20 bilhões serão investimentos públicos diretos.
- O leilão do Bloco 2 de rodovias, com investimento de R$ 5,8 bilhões, está previsto para maio de 2024.
- O plano também inclui revitalização de escolas, construção de um novo hospital em Viamão e melhorias na infraestrutura aeroportuária.
Mais de um ano após a maior catástrofe climática da história do Rio Grande do Sul, que resultou em 183 mortes e 27 desaparecidos, o estado inicia uma nova fase do Plano Rio Grande. Este programa de recuperação estadual, que prevê R$ 40 bilhões em investimentos, visa atrair capital privado para diversas áreas, incluindo rodovias, saneamento e saúde.
O secretário da Reconstrução gaúcha, Pedro Capeluppi, destacou que metade desse montante virá de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs). O plano inclui R$ 20 bilhões em investimentos públicos diretos, com foco na recuperação de rodovias danificadas, construção de habitações e sistemas de proteção contra cheias. A expectativa é que esses recursos sejam aplicados nos próximos dois a três anos.
Detalhes do Plano
Entre os projetos, está o leilão do Bloco 2 de rodovias, que deve ocorrer em maio de 2024. Este bloco abrange trechos severamente afetados pelas enchentes, com um investimento previsto de R$ 5,8 bilhões para 415 quilômetros de estradas. Capeluppi afirmou que o edital será lançado em breve, com a expectativa de um leilão competitivo.
Além das rodovias, o plano contempla R$ 7 bilhões para projetos de saneamento e R$ 3 bilhões para mobilidade urbana. O governo também planeja revitalizar 99 escolas em áreas vulneráveis, com um investimento inicial de R$ 1,4 bilhão. Na saúde, um novo hospital em Viamão receberá R$ 800 milhões para atender a alta e média complexidade.
Iniciativas Aeroportuárias
O setor aeroportuário também está incluído no Plano Rio Grande, com investimentos de R$ 100 milhões nos aeroportos de Passo Fundo e Santo Ângelo. O leilão para esses projetos está previsto para 26 de setembro de 2025. Capeluppi enfatizou que a infraestrutura aeroportuária é crucial para fomentar o agronegócio e o turismo na região.
O secretário ressaltou que o plano é um esforço de Estado, não apenas de governo, e que muitos projetos levarão tempo para serem executados. A estrutura robusta criada visa garantir a implementação dos investimentos independentemente de mudanças políticas.
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