Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Incêndios na Espanha causam prejuízos históricos a agricultores e pecuaristas

Incêndios florestais na Espanha devastam áreas agrícolas e ganadeiras, gerando perdas de 600 milhões de euros e ameaçando a sobrevivência rural

Várias vacas sentadas sobre terra queimada, em Casar de Cáceres, no dia 16 de agosto. (Foto: Claudio Álvarez)
0:00
Carregando...
0:00
  • Incêndios florestais na Espanha devastaram mais de 350.000 hectares, resultando em perdas econômicas de 600 milhões de euros.
  • O setor agrícola e ganadeiro, já afetado por mudanças climáticas e a diminuição da população rural, enfrenta uma crise severa.
  • A alimentação do gado foi comprometida, e muitos produtores precisam comprar mais ração, aumentando os custos.
  • O setor apícola também é impactado, pois a queima de vegetação prejudica a alimentação das abelhas.
  • A recuperação das áreas queimadas dependerá das condições climáticas nos próximos meses, mas muitos agricultores estão céticos quanto ao apoio governamental.

Os incêndios florestais na Espanha causaram devastação em mais de 350.000 hectares, resultando em perdas econômicas estimadas em 600 milhões de euros. O setor agrícola e ganadeiro, já fragilizado por desafios como mudanças climáticas e a diminuição da população rural, enfrenta agora uma crise sem precedentes.

As chamas, que se intensificaram em agosto, comprometeram a alimentação do gado e a recuperação de pastagens. Javier Fatás, da Coordenação de Organizações de Agricultores e Ganheiros (COAG), destaca que as perdas podem ser ainda maiores do que as de episódios anteriores. “Estamos falando de comarcas inteiras calcinadas”, afirma.

A situação é crítica para muitos produtores. Ángela Membrive, uma jovem ganadeira de Palacios de Sanabria, relata que a falta de pasto forçará os criadores a comprar mais ração, aumentando os custos. “Quando antes comprávamos cinco caminhões de feno, agora precisamos de dez”, explica. A recuperação das áreas afetadas pode levar anos, e muitos agricultores já se veem obrigados a suplementar a alimentação de seus animais.

Impacto no Setor

O impacto não se limita à pecuária. O setor apícola também sofre, pois a queima de vegetação compromete a alimentação das abelhas, essencial para a polinização. Donaciano Dujo, presidente da Asaja em Castilla e León, ressalta que o maior dano é psicológico, com muitos agricultores perdendo suas histórias e laços com a terra.

As comunidades rurais, como La Garganta, que tradicionalmente dependem da ganadería, enfrentam um futuro incerto. A população local, que já foi de 10.000 habitantes, agora conta com apenas 350. A falta de apoio à agricultura familiar é apontada como um fator que agrava a situação, segundo Cristóbal Cano, da União de Pequenos Agricultores e Ganheiros (UPA).

Desafios Futuros

A recuperação das áreas queimadas dependerá das condições climáticas nos próximos meses. “Se o outono e o inverno forem chuvosos, talvez na primavera já tenhamos um pouco de pasto”, diz Dujo. No entanto, árvores centenárias, como pinheiros e castanheiros, foram perdidas para sempre.

José Luis, um agricultor do Vale do Jerte, viu suas terras serem consumidas pelas chamas. Ele expressa desconfiança em relação às promessas de ajuda do governo, refletindo a incerteza que permeia o setor. A situação atual exige uma resposta rápida e eficaz das autoridades para mitigar os danos e apoiar a recuperação das comunidades afetadas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais