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Paralisação na Bacia de Campos preocupa municípios que dependem de royalties

Interdição da plataforma FPSO Peregrino gera perdas de R$ 16,2 milhões e afeta gravemente 21 municípios fluminenses, incluindo Parati e Cabo Frio

Campo de Peregrino, na Bacia de Campos: produção paralisada impactará repasse de royalties para cidades fluminenses (Foto: Equinor/Reprodução)
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  • A Agência Nacional do Petróleo (ANP) interditou a plataforma FPSO Peregrino na Bacia de Campos por falhas de segurança.
  • A paralisação afeta a arrecadação de 21 municípios fluminenses, com Parati e Cabo Frio sendo os mais impactados.
  • O campo, que começou a operar em 2011, produz cerca de 100 mil barris de petróleo por dia e gerou um prejuízo estimado de R$ 16,2 milhões no último trimestre.
  • Parati deve perder R$ 4,3 milhões, enquanto Cabo Frio enfrentará uma queda de R$ 3,5 milhões em royalties.
  • A PRIO assumirá o controle total do campo em 2026, após adquirir 60% da norueguesa Equinor por US$ 3,35 bilhões.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) interditou a plataforma FPSO Peregrino, localizada na Bacia de Campos, devido a falhas de segurança. Essa decisão impacta diretamente a arrecadação de 21 municípios fluminenses, com Parati e Cabo Frio sendo os mais afetados. O campo, que começou a produzir em 2011, é uma fonte crucial de royalties para essas cidades.

A paralisação das atividades do campo de Peregrino, que produz cerca de 100 mil barris de petróleo por dia, resultou em um prejuízo estimado de R$ 16,2 milhões apenas no último trimestre. Parati, que depende de 37,8% de seus royalties desse campo, deve perder R$ 4,3 milhões. Cabo Frio, com 17,5% dos royalties, enfrentará uma queda de R$ 3,5 milhões. Macaé e até mesmo a capital fluminense também sentirão os efeitos, com perdas de R$ 2,8 milhões e R$ 359 mil, respectivamente.

Mudança de Controle

A PRIO, que já possui 40% do consórcio, assumirá o controle total do campo em 2026, após a compra de 60% da norueguesa Equinor por US$ 3,35 bilhões. A ANP identificou, em auditoria recente, “situações de risco grave e iminente” na FPSO Peregrino, incluindo sistemas de segurança inadequados. A Equinor terá um prazo de três a seis semanas para realizar as melhorias exigidas.

Com a interdição, prefeituras já estão tomando medidas de contenção de gastos, prevendo um cenário de menor receita nos próximos meses. A situação gera preocupação entre os gestores municipais, que dependem fortemente dos royalties do petróleo para suas finanças.

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