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XPHF11 e XPSF11 oferecem dividendos acima de 14% em cenário de juros altos

XP Asset reporta dividend yields de até 15,62% em meio a incertezas econômicas e volatilidade do mercado no segundo trimestre de 2025

Foto: Reprodução
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  • A XP Asset divulgou os resultados de seus fundos multiestratégia no segundo trimestre de 2025, com destaque para o XP Hedge Fund (XPHF11) e o XP Selection Fund (XPSF11).
  • O XP Hedge Fund apresentou um dividend yield de 15,62%, enquanto o XP Selection Fund teve um yield de 14,7%.
  • Ambos os fundos se beneficiaram de uma estratégia de reciclagem de portfólio, substituindo ativos de baixo retorno por Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) atrelados ao CDI.
  • O XPHF encerrou junho cotado a R$ 9,67 por cota, e o XPSF a R$ 6,14.
  • O mercado de fundos imobiliários teve uma recuperação, com o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) subindo 5,2% no trimestre.

A XP Asset divulgou os resultados de seus fundos multiestratégia no segundo trimestre de 2025, destacando o desempenho positivo do XP Hedge Fund (XPHF11) e do XP Selection Fund (XPSF11). Apesar das incertezas econômicas e da volatilidade do mercado, ambos os fundos apresentaram dividend yields de 15,62% e 14,7%, respectivamente.

Os resultados foram impulsionados por uma estratégia de reciclagem de portfólio, que incluiu a substituição de ativos de baixo retorno por Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) atrelados ao CDI. O XPHF encerrou junho cotado a R$ 9,67 por cota, enquanto o XPSF terminou o período a R$ 6,14. A avaliação patrimonial do XPHF, que alcançou R$ 1,8 milhão em operações de permutas financeiras, também contribuiu para os resultados.

Cenário Econômico Desafiador

Analistas da XP, incluindo Leonardo Sant’Ana e Rafael Culbert, destacaram que o ambiente internacional influenciou as estratégias de investimento. O anúncio de tarifas pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, gerou aversão ao risco nos mercados globais. Embora a volatilidade tenha sido significativa, a recuperação dos ativos de risco foi observada após o governo americano suavizar algumas medidas.

No Brasil, a política de Trump e a nova taxação sobre operações financeiras, confirmada pelo STF, aumentaram a instabilidade local. Contudo, a equipe da XP acredita que o impacto da nova tributação sobre fundos imobiliários será limitado, uma vez que a proposta ainda precisa passar pelo Congresso.

Desempenho do Mercado de Fundos Imobiliários

O mercado de fundos imobiliários registrou uma recuperação no segundo trimestre, com o IFIX subindo 5,2%, acumulando alta de 11,8% em 2025. Este desempenho é visto como uma correção após a queda significativa no final de 2024, quando o governo não conseguiu implementar um pacote de cortes de gastos.

A XP Asset também observou que as cotas emitidas até o final de 2025 permanecerão isentas de tributação, garantindo que os portfólios atuais do XPHF e XPSF não sofram impacto direto. A política monetária também se manteve em foco, com o Copom elevando a Selic para 15% em junho, surpreendendo o mercado.

Perspectivas para o Futuro

Com a expectativa de cortes na taxa de juros sendo reconsiderada para o primeiro trimestre de 2026, os especialistas da XP destacam que o atual patamar de juros torna os CRIs atrelados ao CDI ainda mais atrativos. O XPHF possui 24 operações ativas, totalizando R$ 206 milhões indexados ao IPCA, enquanto o XPSF alocou 4,5% de seu patrimônio líquido em CRIs, com uma taxa média de CDI +2,7.

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