- O consumo de vinho no Brasil cresceu, especialmente entre mulheres e jovens, com a participação desse público aumentando de 47% para 54% entre 2019 e 2022.
- A pesquisa foi realizada pelo Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul e o Sebrae Nacional.
- A advogada Kelle Moreira, de São Paulo, exemplifica essa tendência, consumindo de uma a duas garrafas por semana e preferindo vinhos brasileiros, que representam 69% das escolhas desse novo público.
- O enoturismo tem impulsionado o interesse pelos vinhos nacionais, com um aumento nas visitas às vinícolas, especialmente por mulheres.
- Apesar do volume total de vinho comercializado no Brasil ser estável em cerca de 2,2 litros per capita ao ano, a participação de mulheres e jovens no mercado continua a crescer, indicando um futuro promissor para o vinho nacional.
O consumo de vinho no Brasil tem apresentado um crescimento significativo, especialmente entre mulheres e jovens. Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) e o Sebrae Nacional revelou que a participação de jovens e mulheres no consumo de vinho nacional aumentou de 47% para 54% entre 2019 e 2022. Este aumento reflete uma mudança na percepção da bebida, que agora é vista como uma opção mais acessível e informal.
A advogada Kelle Moreira, de São Paulo, exemplifica essa tendência. Ela começou a consumir vinho de forma mais regular durante a pandemia, explorando diferentes tipos, como brancos e rosés. Kelle, que consome de uma a duas garrafas por semana, destaca que a preferência por vinhos brasileiros é uma característica comum entre os novos consumidores. Cerca de 69% desse público opta por rótulos nacionais, segundo a pesquisa.
A Influência do Enoturismo
O enoturismo também tem desempenhado um papel crucial nesse crescimento. Após a pandemia, as viagens internas aumentaram o interesse pelos vinhos brasileiros, permitindo que os consumidores conhecessem melhor os terroirs locais. Isabella Bonato, sócia da Vinícola Brasília, observa que o público feminino tem crescido nas visitas às vinícolas, refletindo uma mudança no perfil dos consumidores. A vinícola, que começou a operar em 2024, já conta com 60 hectares de vinhedos e promove eventos para atrair novos visitantes.
As vinícolas estão se adaptando a essa nova demanda, investindo em comunicação direcionada aos jovens e criando rótulos mais modernos. O vinho deixou de ser apenas uma bebida para ocasiões formais e passou a ser consumido em ambientes descontraídos, como festas e encontros informais. Essa mudança de comportamento é acompanhada por uma busca global por bebidas mais leves e com menor teor alcoólico, alinhando-se às preferências dos consumidores mais jovens.
O Futuro do Vinho Nacional
Daniel Panizzi, presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), destaca que, embora o volume total de vinho comercializado no Brasil permaneça estável em cerca de 2,2 litros per capita ao ano, a participação de mulheres e jovens no mercado continua a crescer. Essa tendência indica um futuro promissor para o vinho nacional, que se consolida como uma bebida preferida entre as novas gerações.
Entre na conversa da comunidade