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Evergrande enfrenta crise e gera preocupações no setor imobiliário da China

Evergrande busca reestruturação após falência em Nova York e liquidação em Hong Kong, refletindo a crise do setor imobiliário chinês

Antes de sua crise de dívida, a Evergrande estava construindo um novo estádio para seu time de futebol, o Guangzhou FC (Foto: Getty Images)
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  • A Evergrande, uma das maiores incorporadoras da China, teve suas ações removidas da bolsa de Hong Kong após ordem de liquidação em janeiro de 2024.
  • Em agosto de 2023, a empresa solicitou falência em Nova York para proteger seus ativos enquanto negociava um acordo com credores.
  • O fundador Hui Ka Yan foi multado em US$ 6,5 milhões e banido do mercado de capitais da China por inflacionar a receita da empresa em US$ 78 bilhões.
  • Desde a declaração de default em 2021, as ações da Evergrande desvalorizaram mais de 99%.
  • A crise impacta a economia chinesa, com o setor imobiliário representando um terço do PIB, afetando investimentos e empregos.

A crise da Evergrande, uma das maiores incorporadoras da China, ganhou novos contornos com a remoção de suas ações da bolsa de Hong Kong. A decisão ocorreu após o tribunal de Hong Kong ordenar a liquidação da empresa em janeiro de 2024. Em agosto de 2023, a Evergrande já havia solicitado falência em Nova York, buscando proteger seus ativos enquanto negociava um acordo bilionário com credores.

O fundador da empresa, Hui Ka Yan, foi multado em US$ 6,5 milhões e banido do mercado de capitais da China por ter inflacionado a receita da empresa em US$ 78 bilhões. Desde que declarou default em 2021, a Evergrande, que chegou a ter cerca de 1.300 projetos em desenvolvimento, viu suas ações desvalorizarem mais de 99%.

Impactos Econômicos

A crise da Evergrande não afeta apenas a empresa, mas também a economia chinesa, onde o setor imobiliário representa cerca de um terço do PIB. A queda nos investimentos e nas atividades de captação de recursos impactou o setor financeiro e a construção civil, que são fontes significativas de emprego. Muitas famílias chinesas, que investiram suas economias em imóveis, enfrentam dificuldades financeiras.

O governo chinês tem implementado medidas para estabilizar o setor, incluindo injeções de capital e empréstimos de baixo juros para bancos estatais. No entanto, não foram realizados resgates diretos para as incorporadoras, visando evitar comportamentos de risco. A mudança nas prioridades econômicas do governo, agora focadas em tecnologia e energia renovável, reflete uma nova estratégia para o crescimento do país.

O Futuro da Evergrande

A Evergrande, que se expandiu rapidamente, acumulando mais de US$ 300 bilhões em dívidas, enfrenta um futuro incerto. A empresa, que também atuava em setores como gestão de patrimônio e fabricação de veículos elétricos, agora luta para reestruturar suas operações e recuperar a confiança do mercado. A situação da incorporadora continua a ser um termômetro para a saúde econômica da China, à medida que o governo tenta equilibrar a recuperação do setor imobiliário com novas diretrizes de crescimento.

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