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Inadimplência do Free Flow no RS é de apenas 3% após novas opções de pagamento

Modelo de pedágio free flow no Rio Grande do Sul apresenta apenas 3% de inadimplência e atrai R$ 12 bilhões em novos investimentos rodoviários

Hoje, a cada 100 veículos que passam pelos pórticos, 97 efetuam o pagamento corretamente, afirmou o secretário da Reconstrução do RS, Pedro Capeluppi, no 16º episódio do programa EXAME INFRA (Foto: CSG/Divulgação)
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  • O Rio Grande do Sul é o primeiro estado brasileiro a adotar o modelo de pedágio sem cancelas, chamado free flow, regulamentado pela Lei nº 14.157/2021.
  • O sistema apresenta uma inadimplência de apenas 3%, com 97% dos motoristas pagando corretamente.
  • A adesão ao uso de tags eletrônicas aumentou de 50% para 91% entre veículos de carga e 76% entre todos os motoristas.
  • O governo planeja novos leilões de concessões rodoviárias, com investimentos superiores a R$ 12 bilhões, incluindo duplicações e modernização de mais de 800 quilômetros de estradas.
  • A concessionária Caminhos da Serra Gaúcha já opera seis pórticos e prevê investimentos de R$ 4,6 bilhões ao longo de 30 anos.

O Rio Grande do Sul se destaca como o primeiro estado brasileiro a implementar o modelo de pedágio sem cancelas, conhecido como free flow. Este sistema, autorizado pela Lei nº 14.157/2021 e regulamentado em 2022, apresenta resultados surpreendentes, com uma inadimplência de apenas 3%. Segundo Pedro Capeluppi, secretário da Reconstrução, 97% dos motoristas pagam corretamente ao passar pelos pórticos.

A tecnologia free flow substitui as tradicionais praças de pedágio, permitindo uma cobrança automática e mais eficiente. Capeluppi destaca que, inicialmente, apenas 50% dos veículos de carga utilizavam tags eletrônicas, mas esse número saltou para 91%. Entre todos os motoristas, 76% já adotaram o dispositivo. Essa adesão foi crucial para a redução da inadimplência, que era projetada em 15%.

Expansão e Novos Projetos

O governo do estado planeja novos leilões de concessões rodoviárias, totalizando mais de R$ 12 bilhões em investimentos. Os projetos incluem duplicações, terceiras faixas e a modernização de mais de 800 quilômetros de estradas, todos estruturados com o modelo free flow. No Bloco 2, em fase final de modelagem, a cobrança será proporcional, com 24 pontos de pedágio ao longo do trecho.

Capeluppi menciona que a demanda pela substituição das praças de pedágio era forte, especialmente entre motoristas que percorriam trechos curtos. O modelo free flow proporciona uma cobrança mais justa, eliminando a penalização de tarifas cheias para esses motoristas. A concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG), que opera no Bloco 3, já implementou seis pórticos em funcionamento, com um contrato que prevê R$ 4,6 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos.

Inovação e Eficiência

A estruturação de alternativas de pagamento, como uma carteira virtual, também contribuiu para a redução da inadimplência. A concessionária criou um sistema de back office para evitar notificações erradas, garantindo que motoristas não sejam multados indevidamente. Capeluppi ressalta que essa abordagem inovadora tem sido bem recebida, superando as expectativas iniciais sobre a aceitação do modelo.

O sucesso do free flow no Rio Grande do Sul serve como referência para outros estados, que observam os resultados positivos e a eficiência do sistema. Com a continuidade dos investimentos e a expansão do modelo, o estado se posiciona na vanguarda da modernização da infraestrutura rodoviária no Brasil.

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