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Magnitsky pode impactar sistema financeiro global, alerta especialista da Oriz

Economistas alertam que a não aplicação da lei Magnitsky pode levar bancos brasileiros a perderem acesso a recursos internacionais e comprometer o comércio exterior

Carlos Kawall, ex-secretário do Tesouro Nacional e sócio-fundador da Oriz Partners (Foto: Divulgação/Oriz Partners)
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  • Economistas alertam que a não aplicação das sanções da lei Magnitsky por bancos brasileiros pode levar à perda de acesso a recursos internacionais.
  • O economista Carlos Kawall, ex-secretário do Tesouro, afirmou que isso pode impactar o financiamento do comércio exterior.
  • Kawall comparou as consequências para instituições financeiras que ignorarem a lei a uma “bomba atômica”, destacando o risco de multas e a inviabilização de operações no exterior.
  • As ações de bancos brasileiros na B3 caíram, resultando em uma perda de valor de mercado de R$ 41 bilhões, refletindo o temor dos investidores.
  • A dependência dos bancos em relação ao financiamento em dólar torna a situação crítica, podendo afetar até dois bancos e causar instabilidade econômica.

Recentes alertas de economistas sobre a lei Magnitsky indicam que a não aplicação das sanções por bancos brasileiros pode resultar em consequências severas, como a perda de acesso a recursos internacionais. O economista Carlos Kawall, ex-secretário do Tesouro, destacou que essa situação pode impactar diretamente o financiamento do comércio exterior.

Kawall enfatizou que as consequências para as instituições financeiras que ignorarem a lei podem ser comparadas ao efeito de uma bomba atômica. Ele explicou que, além de possíveis multas, a inviabilização das operações no exterior é o principal risco. A lei proíbe instituições financeiras sob jurisdição americana de manter relações com bancos que tenham contas de indivíduos sancionados, o que pode restringir o acesso a recursos em dólar.

As ações de bancos brasileiros na B3 sofreram uma queda significativa, resultando em uma perda de valor de mercado de R$ 41 bilhões. Kawall observou que essa desvalorização é reflexo do temor dos investidores em relação à aplicação da lei. Ele alertou que o desconhecimento sobre as consequências da lei é alarmante, pois a sanção pode afetar não apenas a instituição diretamente relacionada ao indivíduo sancionado, mas também outras que mantenham relações com ela.

Impacto no Sistema Financeiro

A dependência dos bancos brasileiros em relação ao financiamento em dólar torna a situação ainda mais crítica. Se um banco brasileiro tiver uma pessoa sancionada, isso pode levar à recusa de financiamento por parte de bancos estrangeiros, comprometendo as operações de comércio exterior. Kawall destacou que essa dinâmica pode afetar até dois bancos, criando um efeito de contaminação.

O economista também mencionou que um eventual embate entre as justiças brasileira e americana sobre a aplicação da lei pode agravar a situação. Ele alertou para o potencial adverso que isso pode trazer, não apenas para os bancos, mas para a economia como um todo, incluindo o aumento do desemprego e a instabilidade no setor financeiro.

A preocupação com as implicações da lei Magnitsky é crescente entre os clientes e investidores. Kawall concluiu que essa disputa não traz benefícios ao governo brasileiro, que tem mais a perder do que a ganhar com a escalada do conflito.

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