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Baixa do dólar reduz rentabilidade de fundos cambiais e provoca saques elevados

Fundos cambiais enfrentam saídas significativas em agosto, com investidores buscando diversificação em meio à valorização do real

Notas de dólar (Foto: REUTERS/Dado Ruvic)
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  • Os fundos cambiais enfrentam dificuldades em 2024 devido à valorização do real em relação ao dólar.
  • Em agosto, as saídas financeiras totalizaram R$ 88,9 milhões, com R$ 20,6 milhões retirados em um único dia.
  • A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) aponta que a queda do dólar, de cerca de 11% neste ano, impactou esses fundos.
  • Apesar das retiradas em agosto, a captação anual é positiva, somando R$ 101,3 milhões.
  • Especialistas recomendam diversificação de investimentos, sugerindo uma exposição de 60% em ativos globais.

Os fundos cambiais enfrentam um cenário desafiador em 2024, com saídas financeiras significativas devido à valorização do real em relação ao dólar. Em agosto, os fundos registraram um saldo negativo de R$ 88,9 milhões, com investidores retirando R$ 20,6 milhões em um único dia.

De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a queda do dólar, que acumula cerca de 11% em relação ao real neste ano, impactou diretamente esses fundos, que são atrelados à moeda americana. Mauro Orefice, portfólio manager da B.Side Investimentos, destaca que a desvalorização do câmbio é a principal razão para o desempenho negativo dos fundos.

Apesar das saídas em agosto, a captação anual permanece positiva, totalizando R$ 101,3 milhões. Luciano Rais, líder da área de Renda Fixa Mercados da Santander Asset Management, acredita que o momento pode ser favorável para novos investidores, embora preveja que o real não deve se desvalorizar significativamente no curto prazo.

Cenário Global e Diversificação

Rais também observa que o dólar deve continuar fraco em comparação a moedas de países desenvolvidos e emergentes. Ele sugere que os investidores reconsiderem suas alocações, especialmente após a valorização do real em relação ao dólar no final de 2023. A Nomad, fintech que oferece contas digitais, recomenda uma exposição de 60% em ativos globais para diversificação.

Daniel Miari, CMO da INCO Investimentos, ressalta a crescente conscientização dos investidores sobre a importância de não estarem 100% expostos a uma única moeda. A instabilidade econômica brasileira reforça a necessidade de diversificação, especialmente em moedas fortes como o dólar. Além dos fundos cambiais, existem outras opções para investimento em dólar, ampliando as alternativas para os investidores.

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