- O Banco Central do Brasil ampliou o prazo para a comprovação de exportações para 1.500 dias, em vigor desde 31 de dezembro de 2022.
- A mudança atende a uma solicitação dos exportadores, que enfrentam dificuldades devido às tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos.
- O prazo anterior era de 750 dias, permitindo mais tempo para liquidar contratos de câmbio.
- A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) confirmou a informação, destacando que a alteração passou despercebida por muitas entidades do setor.
- O vice-presidente Geraldo Alckmin se reuniu com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para discutir um pacote de socorro aos setores afetados, que inclui 18 propostas.
BRASÍLIA — O Banco Central do Brasil anunciou que o prazo para a comprovação de exportações foi ampliado para 1.500 dias, uma medida que já está em vigor desde 31 de dezembro de 2022. Essa mudança atende a uma demanda dos exportadores, que enfrentam dificuldades devido às tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.
A ampliação do prazo, que anteriormente era de 750 dias, permite que os exportadores tenham mais tempo para liquidar contratos de câmbio sem que cláusulas de rescisão sejam acionadas. A informação foi confirmada pelo Banco Central após uma consulta da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). O presidente da Abimaq, José Velloso, destacou que a mudança passou despercebida por muitas entidades do setor.
Além disso, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) havia solicitado formalmente a ampliação do prazo, enfatizando a importância dessa medida para a competitividade do setor. O vice-presidente Geraldo Alckmin se reuniu recentemente com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para discutir um pacote de socorro aos setores afetados pelas tarifas.
O pacote, que inclui 18 propostas, visa responder aos desafios impostos pelo tarifaço e facilitar acordos internacionais. Alckmin ressaltou que a aprovação rápida das medidas pelo Congresso é crucial para mitigar os impactos negativos sobre a indústria brasileira. A situação atual reflete um cenário em que os produtos brasileiros enfrentam concorrência acirrada, especialmente em setores como o de aço e alumínio, onde as tarifas dos EUA se tornaram mais rigorosas.
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