- As ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 2,2%, fechando a R$ 20,05 em 21 de agosto de 2025.
- A queda foi influenciada por preocupações com a Lei Magnitsky e a disseminação de fake news sobre a instituição.
- O Banco do Brasil acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) contra informações consideradas falsas e prejudiciais à sua imagem.
- A instituição afirmou que as notícias distorcidas geraram insegurança entre os clientes, levando a pedidos de esclarecimento.
- A recente decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a aplicação de leis estrangeiras também contribuiu para a volatilidade das ações.
As ações do Banco do Brasil (BBAS3) enfrentaram uma nova queda de 2,2%, fechando a R$ 20,05 nesta segunda-feira, 21 de agosto de 2025. O recuo é atribuído a preocupações relacionadas à Lei Magnitsky e à propagação de fake news que impactaram a reputação da instituição.
Em resposta, o Banco do Brasil acionou a Advocacia-Geral da União (AGU), solicitando medidas legais contra publicações que considera “inverídicas e maliciosas”. O banco destacou em ofício que, desde 19 de agosto, diversas notícias falsas sobre sua posição em relação às sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos começaram a circular, gerando insegurança entre seus clientes.
Impacto das Fake News
O BB enfatizou que as informações distorcidas têm causado temores de sanções que não existem, levando clientes a buscar esclarecimentos. A instituição, com mais de 200 anos de história, afirmou que está preparada para lidar com regulamentações complexas e que opera em conformidade com as leis brasileiras e internacionais.
Além disso, a recente decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afirma que leis estrangeiras não se aplicam a brasileiros sem homologação, também contribuiu para a volatilidade das ações do banco. Essa decisão foi interpretada pelo mercado como uma referência à Lei Magnitsky, intensificando a aversão ao risco no setor bancário.
Desempenho Financeiro
Os analistas da Genial Investimentos alertaram que o cenário atual expõe o setor a potenciais consequências negativas. O desempenho do Banco do Brasil também foi afetado por um balanço do segundo trimestre que revelou resultados fracos, especialmente devido ao aumento da inadimplência no agronegócio.
O banco reiterou que tomará todas as medidas necessárias para proteger sua imagem e que a divulgação de informações falsas pode resultar em penalidades severas, conforme a Lei 7.492/1986, que trata de crimes contra o sistema financeiro nacional.
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