- O Brasil enfrenta desafios no mercado de capitais, perdendo atratividade para países como Índia e China.
- Walter Maciel, CEO da AZ Quest, acredita que o Brasil tem potencial de valorização, mas recomenda cautela política até o carnaval.
- Em entrevista ao podcast Stock Pickers, ele afirmou que a bolsa brasileira opera abaixo do padrão, enquanto as bolsas asiáticas atraem investidores.
- Maciel destacou a alta rentabilidade da renda fixa, com opções oferecendo de dezenove a vinte por cento de dividend yield ao ano.
- Ele sugeriu manter uma carteira conservadora até o carnaval e enfatizou a importância de focar nas oportunidades internas do Brasil.
O Brasil enfrenta desafios no mercado de capitais, perdendo atratividade para países como Índia e China, que têm atraído mais investimentos internacionais. Walter Maciel, CEO da AZ Quest, acredita que o Brasil possui um grande potencial de valorização, mas é necessário cautela política até o carnaval.
Em entrevista ao podcast Stock Pickers, Maciel destacou que a bolsa brasileira opera “abaixo do padrão”, enquanto as bolsas asiáticas atraem a atenção dos investidores. Ele mencionou que o país poderia passar por uma “baita transição” se aproveitasse melhor as condições atuais. A Índia, apesar de estar “cara para investir”, continua recebendo fluxo de capital devido ao seu avanço tecnológico e à fluência em inglês.
Oportunidades no Brasil
Maciel comparou a AZ Quest a uma montadora conhecida pela confiabilidade, enfatizando a importância de manter uma estratégia consistente e de longo prazo. Ele expressou otimismo em relação a setores estratégicos no Brasil, como infraestrutura, agro e imobiliário, mesmo em meio à volatilidade do mercado.
O gestor também destacou a atratividade da renda fixa, com opções oferecendo 19% a 20% de dividend yield ao ano, o que torna difícil abrir mão desses rendimentos em busca de oportunidades incertas. Ele alertou que, até o carnaval, é prudente manter uma carteira mais conservadora, dado o calendário político.
Cenário Internacional
Maciel abordou o cenário internacional, discordando de análises que colocam a China como rival natural dos Estados Unidos. Ele acredita que o Brasil deve focar em suas próprias oportunidades e não perder espaço na corrida por investimentos. A visão é de que, com cautela e estratégia, o país pode se destacar novamente no mercado global.
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