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Evergrande colapsa e abala o setor imobiliário chinês e a economia global

Evergrande entra em liquidação após deslistagem, com dívidas de US$ 300 bilhões, afetando o setor imobiliário e a economia global

Todos faleceram e restou eu de herdeiro. Ainda sim é preciso fazer inventário? (Foto: Reprodução)
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  • A Evergrande, uma das maiores incorporadoras da China, foi retirada da bolsa de Hong Kong em 25 de agosto de 2023.
  • A empresa acumula dívidas superiores a US$ 300 bilhões e entra em um processo de liquidação.
  • A deslistagem encerra um período de 18 meses de suspensão de negociações.
  • A venda de ativos da Evergrande totalizou apenas US$ 255 milhões, enquanto credores reivindicam cerca de US$ 45 bilhões.
  • A crise no setor imobiliário pode desacelerar o crescimento econômico da China, afetando o poder de compra das famílias e resultando em demissões e cortes salariais.

A Evergrande, uma das maiores incorporadoras da China, foi oficialmente retirada da bolsa de Hong Kong em 25 de agosto de 2023, marcando o colapso definitivo da empresa após anos de crise financeira. Com dívidas superiores a US$ 300 bilhões, a companhia entra em um processo de liquidação que pode ter repercussões significativas na economia global.

O processo de deslistagem da Evergrande encerra um ciclo de 18 meses de suspensão de negociações. A empresa, que já foi avaliada em mais de US$ 50 bilhões, enfrenta um cenário crítico, com credores reivindicando cerca de US$ 45 bilhões. Até o momento, a venda de ativos totalizou apenas US$ 255 milhões, evidenciando a gravidade da situação.

Impacto Econômico

O setor imobiliário representa cerca de 31,4% do PIB da China, e a crise da Evergrande pode desacelerar ainda mais o crescimento econômico do país. Especialistas alertam que a situação pode afetar o poder de compra das famílias, que tradicionalmente investem em imóveis. A queda nos preços dos imóveis, que já atingiu 30%, resultou em perdas significativas para muitas famílias.

Além disso, a crise levou a demissões em massa e cortes salariais no setor. O governo chinês, embora tenha anunciado iniciativas para revitalizar o mercado, não interveio diretamente para socorrer as construtoras, refletindo uma mudança nas prioridades do Partido Comunista.

Futuro Incerto

A próxima audiência de liquidação da Evergrande está marcada para setembro de 2023, e analistas não acreditam em uma reestruturação viável. A exclusão da bolsa é um marco simbólico, indicando que a recuperação do setor imobiliário será lenta. O colapso da Evergrande já afetou outras incorporadoras, como a China South City Holdings, que também recebeu ordem de liquidação.

O impacto da crise se estende além das fronteiras da China, levantando preocupações sobre a capacidade do governo em estabilizar a economia em um momento de transição significativa. A situação atual evidencia a fragilidade do setor imobiliário chinês e suas implicações para a economia global.

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