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Evergrande provoca crise no setor imobiliário da China após queda de US$ 50 bilhões

Evergrande é retirada da Bolsa de Hong Kong em meio à crise imobiliária, enquanto governo tenta reverter queda nos preços e na demanda

Um complexo comercial da Evergrande em Pequim em 29 de janeiro de 2024. (Foto: Greg Baker | Afp | Getty Images)
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  • A China Evergrande Group foi retirada da Bolsa de Hong Kong, marcando um momento crítico na crise imobiliária que dura cinco anos.
  • A empresa acumula mais de US$ 300 bilhões em dívidas e sua avaliação caiu de US$ 51 bilhões em 2017 para apenas US$ 280 milhões atualmente.
  • Os preços de novos imóveis na China caíram 3,2% em junho e 2,8% em julho, refletindo a queda na demanda.
  • O governo chinês implementou medidas para estimular o setor, como a revogação de restrições de compra em áreas suburbanas de Pequim e Xangai.
  • A recuperação do mercado imobiliário permanece incerta, com analistas prevendo que a correção continuará a impactar o crescimento econômico.

A China Evergrande Group, uma das maiores incorporadoras do país, foi retirada da Bolsa de Hong Kong nesta segunda-feira, marcando um ponto crítico na crise imobiliária que já dura cinco anos. A empresa, que acumulou mais de US$ 300 bilhões em dívidas, se tornou um símbolo do colapso do setor, que enfrenta uma queda contínua nos preços e na demanda.

Desde que recebeu uma ordem de liquidação em janeiro de 2024, as ações da Evergrande estavam suspensas. Em 2017, a empresa tinha um valor de mercado de US$ 51 bilhões, mas atualmente sua avaliação é de apenas US$ 280 milhões. O colapso da Evergrande desencadeou uma crise de liquidez que afetou todo o setor imobiliário, levando a uma queda acentuada nas vendas e nos preços de imóveis.

Queda dos Preços e Medidas Governamentais

Os preços de novos imóveis na China caíram 3,2% em junho, a maior queda em oito meses, e a situação não melhorou em julho, com uma retração de 2,8%. O governo chinês, em resposta, implementou medidas para estimular o setor, como a revogação de restrições de compra em áreas suburbanas de Pequim e Xangai. Essas ações visam aumentar a demanda, mas a recuperação do mercado permanece incerta.

O setor imobiliário, que antes representava mais de 30% do PIB da China, continua sob pressão. A China Vanke, outra grande incorporadora, reportou perdas de US$ 1,7 bilhão no primeiro semestre de 2025, refletindo a fragilidade do mercado. A construção de novas moradias caiu 20% em comparação ao ano anterior, enquanto o estoque de imóveis vagos é alarmante.

Expectativas Futuras

Analistas projetam que a correção do mercado imobiliário continuará a impactar o crescimento econômico, mas com uma diminuição gradual da pressão. O economista Andy Xie afirmou que as vendas de novos imóveis caíram pela metade nos últimos quatro anos, e os preços em cidades menores e subúrbios também despencaram.

Embora a expectativa de novas falências tenha diminuído, a consolidação em torno de incorporadoras estatais parece inevitável. Especialistas indicam que muitos desenvolvedores que estão à beira da falência podem ser absorvidos pelo governo, que busca estabilizar o setor. A recuperação do mercado imobiliário da China, portanto, dependerá de um equilíbrio delicado entre estímulos governamentais e a confiança dos consumidores.

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