- Ernesto Iannoni, fundador da Flexform, enfrenta uma disputa judicial com seus filhos, Marco e Pascoal, desde sua aposentadoria em 2010.
- A disputa começou após a transferência do comando da empresa, com um acordo que previa o pagamento de 25% do valor da Flexform, avaliada em cerca de R$ 200 milhões.
- Um laudo da Polícia Civil de São Paulo apontou irregularidades contábeis na empresa, corroborando as alegações de Ernesto sobre fraude, com inconsistências de aproximadamente R$ 70 milhões.
- A defesa de Ernesto afirma que os filhos tentaram reduzir o valor que ele deveria receber por meio de fraudes.
- Atualmente, Ernesto vive em um haras em Capão Bonito, São Paulo, enquanto a disputa judicial continua, gerando repercussão sobre a gestão da Flexform e as relações familiares.
O conflito familiar envolvendo a Flexform, uma das principais fabricantes de cadeiras de escritório do mundo, se intensifica. Ernesto Iannoni, fundador da empresa, de 89 anos, enfrenta uma batalha judicial contra seus filhos, Marco e Pascoal, desde que se aposentou em 2010. A disputa começou após a transferência do comando da empresa, com um acordo que previa o pagamento de 25% do valor da Flexform, avaliada em cerca de R$ 200 milhões na época.
Recentemente, um laudo da Polícia Civil de São Paulo revelou irregularidades contábeis na empresa, corroborando as alegações de Ernesto sobre uma suposta fraude. O documento aponta inconsistências na escrituração de aproximadamente R$ 70 milhões e sugere o uso de empresas fictícias para ocultar bens. A defesa de Ernesto argumenta que a fraude foi orquestrada pelos filhos para reduzir o valor que ele deveria receber.
A disputa judicial, que já resultou em 22 processos, dos quais 20 foram considerados improcedentes, também envolve questões pessoais. Marco e Pascoal expressaram pesar pela situação e relembraram que Ernesto chegou a solicitar exames de DNA quando já eram adultos. Por outro lado, o empresário afirma que os filhos tentaram interditá-lo em 2019, mas foram impedidos por laudos médicos que confirmaram sua plena capacidade.
Atualmente, Ernesto vive isolado em um haras em Capão Bonito (SP), onde cuida de 70 cavalos. A assessoria dos filhos declarou que o inquérito com o novo laudo é uma tentativa de reabrir discussões já rejeitadas pelo Judiciário e que a divisão do patrimônio foi feita a pedido do próprio Ernesto. A situação continua a gerar repercussão e questionamentos sobre a gestão da Flexform e as relações familiares.
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